
Lula consolida e amplia vantagem sobre os demais candidatos. Ele se mantém à frente da disputa, tendo entre 34% e 37% no primeiro turno, e ganharia de todos os candidatos no segundo turno. Cada vez mais os eleitores reconhecem no ex-presidente a melhor alternativa para o Brasil sair da crise generalizada na qual se encontra. O impedimento pela justiça fragiliza a democracia e mina a legitimidade das eleições presidenciais independente de quem vier a ser eleito. Sem o ex-presidente na urna a tendência de aumento de votos não validados poderá resultar num presidente sem apoio e um sistema sem legitimidade. Lula tem grande poder de transferência de votos e será decisivo mesmo não concorrendo. Dificilmente o PT irá optar por transferir esse capital politico para alguma liderança de outro partido. Assim a tática eleitoral do PT de insistir com a candidatura Lula esta sendo vitoriosa até o momento.
Os rentistas construíram uma estratégia eleitoral Clara. Projetar uma figura odiável como representante da direita para polarizar com a esquerda, de modo que um combate entre esses “de fora do sistema”, eles se enfraqueceriam mutuamente, enquanto que as velhas raposas neoliberais passavam a ideia de serem o centro democrático no pais. O problema que ao fazer isso contribuíram à aglutinação de grupos e expressões do fascismo em torno de Bolsonaro (esses que esta dentro da polícias militares, no exercito, e onde prosperam a um comportamentos pouco reflexivo e muito autoritário. Ocorre que o gênio do fascismo uma vez solto não voltará para a garrafa facilmente e Bolsonaro aparece consolidada ate o momento na segunda posição. O quanto ira resistir, e se não o fizer, qual será a tendência de migração de seus eleitorais?
Por sua vez os candidatos neoliberais, comprometidos com a mesma agenda de Temer “não decolam” junto ao eleitorado. Sejam apelando para o Governado mais poderoso entre os estados , Geraldo Alkhimin, ou para o apresentador mais popular do Império Midiático da Globo Luciano Hulck. Nesse campo a melhor posicionada é Marina Silva, Joaquim Barbosa o candidato do “Partido da Justiça Golpista” e o tal Álvaro Dias, um dos sofistas prediletos do Senado, não apresentam força politica. Assim a aliança do coliseu, que nos impôs um golpe de estado não equacionou suas dificuldades eleitorais. De ensaio a ensaio ainda não encontraram um candidato que competitivo para enfrentar a força eleitoral de Lula e do lusismo. Com efeito, a pesar do poder econômico e midiático desse campo politico, sua tática eleitoral não vendo obtendo o resultado esperado para essa quadra da disputa.
As forças políticas que apresentam um projeto nacional de desenvolvimento soberano, ainda contam com as candidaturas postas de Ciro Gomes, pelo PDT de Brizola e Manuela Dávila, uma das mais promissoras lideranças da nova geração e que traz a marca de um partido histórico, organizado em todo o território nacional e que tem no Governador Flavio Dino um excelente exemplo do modo comunista de governar. Os resultados da ultima pesquisa para ambos foi bastante positivo.
Ciro Gomes está posicionado no terceiro bloco de candidatos e vem deslocando-se positivamente na intenção do eleitorado., sua votação vai de 6% a 13%. Sem a candidatura de Lula passa ser a alternativa da esquerda que mais atrai os eleitores. Até agora tudo ocorre como ele e o PDT planejaram. Move-se no fio da navalha. Sua agenda para o pais é progressista, mas precisa atrair a adesão de eleitores do centro politico decepcionados com o PT e mesmo de parte dos que flertam com o antipetismo.
Por sua vez a recente candidatura de Manuela Dávila busca reposicionar o PCdoB perante o eleitorado e superar a clausula de barreirara que se coloca como ameaça para o funcionamento da legenda. Sua candidatura é ainda muito recente mas tem conseguido deixar mais nítida sua politica e diferenças em ralação ao PT. Seu objetivos tem sido ate agora atingidos, pontuar nas primeiras pesquisas em que aparece seu nome , ficando com 2% e variando p 3%, a baixa rejeição, apenas 13% confirma o potencial de crescimento de sua candidatura.
Em breves traços essa pesquisa não apresenta grandes novidades, mas revelas certas tendências. A dispersão das forças em disputas segue a táticas eleitorais que sinalizam o acirramento da disputa e a conformação de dois grandes blocos em polarização. Essas não são nada definitivas diante da imprevisibilidade do processo eleitoral desde que o parcelas do sistema judiciário passaram a fazer política em favor dos interesses do grande capital.
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