A Avenida Mário Sérgio Pontes de Paiva (Via Barradão), inaugurada pelo governador Rui Costa (PT), no sábado (17/02/2018), sofreu a “primeira interferência” da “brilhante” gestão do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). A ação dos agentes do município evidencia os elementos persecutórios que demarcam a trajetória do magalhismo na Bahia. Uma equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SEDUR) foi flagrada, nesta quarta-feira (21/02/2018), cometendo infração no trânsito e retirando, de forma irregular, a placa informativa do governo da Bahia, cuja função era apresentar dados sobre a construção da Via Barradão. Indignado, o cidadão que gravou o vídeo questiona a equipe municipal da SEDUR: “por que não retiram as ocupações irregulares que afetam as áreas públicas de Salvador?”
Contexto político
Observa-se que a placa informativa retirada pela equipe do governo ACM Neto tem a função de esclarecer a população quem investe os recursos públicos e como os recursos são investidos, ou seja, é uma obrigação do ente público informar. Neste aspecto, a administração municipal expressa o o desrespeito aos atos comunicacionais do Governo do Estado, agindo persecutoriamente contra a administração pública estadual.
A retirada da placa informativa do Governo da Bahia, pela equipe da gestão de ACM Neto, evidencia, também, elemento político-patrimonialista-despótico, cujo beneficiário único e direto é o prefeito de Salvador, opositor ao governador Rui Costa, ou seja, é um caso clássico de instrumentalização do aparato da estrutura do Estado, neste caso o Município de Salvador, com a finalidade de ganho pessoal de poder.
Observando o contexto, a pergunta que cada indivíduo deve fazer a si próprio é: alguém que age persecutoriamente, de maneira patrimonialista e despótica contra a maior autoridade política do Estado da Bahia vai me respeitar, sendo, eu, apenas um cidadão em meio aos milhões de baianos?
Ensina o filósofo alemão Karl Marx que o todo está contido nas partes e a análise em profundidade das partes revelam uma totalidade. Em síntese, observando o caso concreto, pode-se afirmar que no conjunto das ações do governo ACM Neto revela-se uma gestão despótica, patrimonialista e persecutória.
Confira vídeo
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