
A política neoliberal iniciada com a usurpação democrática do Governo Temer, em 2016, acelera a desindustrialização do Brasil. Exemplo deste fenômeno pode ser observado no relato da reportagem de Roberta Scrivano — publicada no site da Revista Época, nesta quarta-feira (28/02/2018) — com título ‘Reforma de Trump atrai empresas brasileiras para os Estados Unidos’. Segundo a reportagem, a petroquímica Braskem, com sede em Camaçari, vai construir, em 2018 a sexta instalação industrial nos Estados Unidos (EUA), com investimento de US$ 675 milhões (equivalentes a pouco mais de R$ 2 bilhões).
A reportagem informa que a Braskem justifica o investimento nos EUA com o argumento da manutenção da liderança do mercado, através da demanda pela produção da matéria-prima propeno. “Erguer a fábrica no Brasil e exportar o produto final seria muito menos vantajoso, justamente por causa dos tributos confusos e altos. É a sexta planta que a Braskem abre nos Estados Unidos desde que se expandiu para lá, em 2010. Hoje, a Braskem é líder na fabricação de polipropileno. A última vez em que inaugurou uma fábrica no Brasil foi 2012”, diz a reportagem.
Desindustrialização
A acelerada abertura do mercado brasileiro promovido pelo Governo Temer, em conjunto com a falta da reforma tributária, e de investimento em infraestrutura rodoviária, portuária e aeroportuária, além de uma política que proteja e incentive o investimento no país têm sido alguns dos elementos determinantes para que seja acentuado o processo de desindustrialização do Brasil.
Outro elemento que impulsiona a desindustrialização é a falta de uma política nacional-desenvolvimentista de Estado, que ultrapasse governos, além da fragilidade da liderança política encerrada na figura despótica do presidente Michel Temer (PMDB/SP).
Neste contexto, apenas eleições livres e democráticas podem reativar o ânimo da nação em busca do autodesenvolvimento e autodeterminação. Mas, mesmo a autodeterminação, manifestada através do debate democrático em processo eleitoral, está sendo clivada pelos conservadores e reacionário, que, manejando a estrutura do Estado antidemocrático liderado por Temer, utilizam mecanismos que objetivam descontruir e impedir que lideranças trabalhistas participem das eleições de 2018. Lideranças trabalhistas reconhecidas, através de pesquisa de opinião, como legítimas representantes da desigual e subjugada maioria da sociedade brasileira. Lideranças capazes de promover o diálogo e convergência em busca da retomada do esperado desenvolvimento inclusivo do país.
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