
Hoje (14/03/2020), às 9 horas, tem início em Salvador, o Fórum Permanente de Mulheres Negras: Avaliação dos 30 anos do I Encontro Nacional de Mulheres Negras. Os debates ocorrerão em tenda armada na quadra da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), que fica na Avenida Adhemar de Barros, 986 – Ondina, Salvador, Bahia, em frente ao Campus da Ufba.
O Fórum Permanente de Mulheres Negras integra a programação do Fórum Social Mundial 2018, sendo realizado por entidades mobilizadoras da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, com organização do comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 e da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras. As atividades têm o apoio da ONU Mulheres Brasil e da Embaixada do Reino dos Países Baixos.
O Fórum Permanente de Mulheres Negras se iniciará com apresentação do grupo Mulheres de Alagados. Em seguida, o cônsul da Embaixada do Reino dos Países Baixos, Egbert Hein Bloemsma, e a associada de Programas da ONU Mulheres, Eunice Borges, representando a titular da organização, Nadine Gasman, farão as saudações às participantes.
Cerca de 400 lideranças locais, nacionais e internacionais de movimentos de mulheres negras vão deliberar importantes questões da agenda de posicionamento político. Entre elas, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que participa quarta-feira, às 9h, do Painel 1: ‘Avaliação dos 30 anos de organização do movimento de mulheres negras contemporâneo: Do I Encontro Nacional de Mulheres Negras à Marcha de 2015’. No dia 15, também às 9h, haverá o Painel 2 – ‘Conjuntura Política de Mulheres Negras no Brasil, América Latina e Caribe’, com participação de Vicenta Camusso, da Rede de Mulheres Afrodescendentes do Cone Sul.
Este é o primeiro grande momento público de caráter nacional pós-Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver – ocorrida com 50 mil ativistas, no ano de 2015, em Brasíia – com diferentes forças políticas do movimento. Acirramento do racismo, aprofundamentamento das desigualdades e concentração de riquezas, feminicídio de mulheres negras, assassinato de jovens negros, encarceramento e precarização do trabalho são questões que se agravaram, nos últimos três anos, quando aconteceu a marcha que já reivindicava um novo pacto civilizatório para o Brasil.
Os 30 anos da rearticulação política contemporânea das mulheres negras trazem o histórico e os desafios da mobilização, para afirmação do protagonismo na luta política. As três décadas de ativismo e a sua ação presente e futura são temas de encontros regionais e estaduais previstos para a organização do encontro nacional, a ser votado, em 15 de março, na plenária Rumo ao Encontro Nacional de Mulheres Negras.
Perfil das mulheres negras – As mulheres negras no Brasil são 55,6 milhões, chefiam 41,1% das famílias negras e recebem, em média, 58,2% da renda das mulheres brancas. Os dados são do Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, estudo feito com base em séries históricas de 1995 a 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.
Agenda
Quando: 14 e 15 de março de 2018 | Horário: das 9h às 16h
Onde: Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), que fica na Avenida Adhemar de Barros, 986 – Ondina, Salvador- Bahia, em frente ao Campus da Ufba.






