
No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (07/03/2018), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador João dos Santos (João Bililiu, PPS) tratou sobre a saúde de Feira de Santana e a classificou como indecente.
“Recentemente, estive no Clériston Andrade e o diretor Pitangueira me informou que o hospital não atende pacientes com problemas renais e que esse atendimento é de competência das policlínicas. Fiquei abismado com essa informação e me retirei. Acredito que hospital é para tratar pacientes acometidos por qualquer enfermidade”, pontuou Bililiu.
Em aparte, o vereador Isaías dos Santos (PSC) disse também ter ficado surpreso com a informação dada pelo diretor do hospital. “Qual estrutura policlínicas e UPAs têm para tratarem pacientes com problema renal ou com tuberculose? O governador está fazendo a saúde da nossa cidade de peteca. Ele precisa respeitar as pessoas. Está acontecendo um descaso e o governador precisa cumprir com a promessa da construção de um hospital geral”, afirmou.
Também em aparte, o edil Marcos Lima (PRP) lamentou que pessoas estejam morrendo por falta de atendimento médico na cidade. “O HGCA não recebe mais pacientes cardíacos, apenas o Dom Pedro que conta com poucas vagas para o SUS. As pessoas ficam nas policlínicas e UPAs esperando a morte chegar, isso é notório. Precisamos continuar cobrando do governador a construção do hospital geral em nossa cidade”, disse.
De volta com a palavra, o vereador Bililiu disse não admitir que o Governo do Estado jogue com a saúde de Feira de Santana. “Eu acho isso uma indecência. Parem de fazer jogatina com a vida de nossos pacientes. Se não construir este hospitais, pessoas vão continuar morrendo”, observou.
Participando do debate, o edil Edvaldo Lima (PP) lembrou que o HGCA foi construído quando Feira de Santana tinha 200 mil habitantes e não há mais condições de assistir a tantos municípios vizinhos. “Hoje, Feira tem mais de 600 mil habitantes e o HGCA atende aos pacientes de Feira e de mais 127 municípios vizinhos. Portanto, fica claro que o Clériston não tem mais condição de atender a esta demanda. Precisamos rapidamente de um hospital de urgência e emergência”, findou.










