Operação Rizoma: PF cumpre mandados de prisão de acusados de fraudes nos fundos de pensão POSTALIS e SERPROS; Ação ocorre no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal

Operação Rizoma investiga fraudes nos fundos de pensão POSTALIS e SERPROS.
Operação Rizoma investiga fraudes nos fundos de pensão POSTALIS e SERPROS.
Operação Rizoma investiga fraudes nos fundos de pensão POSTALIS e SERPROS.
Operação Rizoma investiga fraudes nos fundos de pensão POSTALIS e SERPROS.

Policiais federais cumprem hoje (12/04/2018) dez mandados de prisão contra acusados de fraudar os fundos de pensão dos Correios e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. A operação é feita no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.

A chamada Operação Rizoma, que conta com a participação do Ministério Público Federal, investiga os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, por meio de investimentos malsucedidos que geraram prejuízos aos fundos de pensão Postalis, dos Correios, e Serpros, do Serpro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior, gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes.

Ainda segundo a PF, depois de receber os recursos desviados, o operador financeiro pulverizava o dinheiro em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.

Segundo a Polícia Federal, o nome da operação, Rizoma, na botânica, refere-se a uma espécie de caule que se ramifica sob a terra, numa referência “ao processo de lavagem de dinheiro e ao entrelaçamento existente entre as empresas investigadas”.

Investigados

Outro alvo é o lobista Milton Lyra, que já cogitava sua prisão nas últimas semanas, de acordo com a coluna Radar. Muito ligado a Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Eunício Oliveira, Lyra disse a um amigo que aguentaria até um ano sem delatar. Depois disso, contaria o que sabe. Também foi preso preventivamente Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT.

“A defesa de Milton Lyra informa que seu cliente já havia se colocado à disposição da Justiça do Distrito Federal, que apura o caso, para esclarecimento dos fatos. Afirma também que as atividades profissionais do empresário são lícitas, o que já foi comprovado em diversas oportunidades, e que seu cliente continua à disposição para colaborar com a Justiça e com a investigação”, afirmam os advogados Pierpaolo Bottini e Alexandre Jobim, que defendem o lobista.

Também foram emitidos 21 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal a a intimação de um investigado para prestar depoimento. As ordens foram emitidas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

A operação foi batizada de Rizoma, uma espécie de caule que se ramifica sob a terra. De acordo com a PF, trata-se de uma referência ao processo de lavagem de dinheiro e ao entrelaçamento existente entre as empresas investigadas.

*Com informações da Agência Brasil e Revista Veja.


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