Associações de capoeira integram Guia Turístico de Feira de Santana

Associação Ginga Menino fará parte do roteiro turístico étnico-afro de Feira de Santana.
Associação Ginga Menino fará parte do roteiro turístico étnico-afro de Feira de Santana.

O roteiro turístico étnico-afro de Feira de Santana, em fase de elaboração, vai contemplar, também, as associações de capoeira. Neste sentido, o Departamento de Turismo, da Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, iniciou o levantamento dos espaços, identificando onde estão instalados e a estrutura oferecida em cada um deles.

“Tudo que é bom para a capoeira é bom para mim”, afirma Joseilton de Jesus Ferreira, mais conhecido como mestre Nino. Ele mantém, há 25 anos, o grupo de Capoeira Raízes, cuja sede está localizada no Bairro 35º BI. No local treinam em torno de 150 alunos, em todas as faixas etárias, de idosos a crianças. Até gestantes.

Cultura de matriz africana

O levantamento começou pelos bairros Irmã Dulce, Subaé e 35º BI. “A capoeira faz parte da cultura de matriz africana. Sendo assim, estamos identificando os grupos que existem em Feira para que possam, posteriormente, compor o roteiro do turismo étnico afro em Feira de Santana”, informa a diretora do Departamento de Turismo, Graça Cordeiro.

Terreiros de candomblé 

Cláudio Borges, o Mestre Paraná, defende que a capoeira “é uma forma de valorizar a cultura e também oferecer aos jovens carentes uma oportunidade na vida”. Ele faz parte da Associação Ginga Menino, que desenvolve um trabalho filantrópico com moradores dos bairros Irmã Dulce, Subaé, Queimadinha, Aviário, Eucalipto e 35º BI.

Além dos grupos de capoeira, o roteiro vai incluir terreiros de candomblé, grupos de dança afro, gastronomia e salões de beleza afro.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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