Cerca de 110 juízes foram ameaçados por exercer função, diz CNJ; Dados são de 2017

44ª Sessão Extraordinária do CNJ, presidida pela ministra Cármen Lúcia. Dados sobre ameças à magistrados são alarmantes.
44ª Sessão Extraordinária do CNJ, presidida pela ministra Cármen Lúcia. Dados sobre ameças à magistrados são alarmantes.
44ª Sessão Extraordinária do CNJ, presidida pela ministra Cármen Lúcia. Dados sobre ameças à magistrados são alarmantes.
44ª Sessão Extraordinária do CNJ, presidida pela ministra Cármen Lúcia. Dados sobre ameças à magistrados são alarmantes.

Ao longo de 2017, ao menos 110 juízes de 30 diferentes tribunais receberam ameaças no Brasil devido à sua atuação profissional, segundo pesquisa divulgada hoje (21/05/2018) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O levantamento foi feito com base em questionários aplicados entre os meses de setembro e novembro em todo o país.

A maior parte dos magistrados ameaçados atuam na primeira instância (95%) e na Justiça dos estados (88%), onde geralmente são julgados casos de crimes comuns. Em seguida vem a Justiça do Trabalho, em que foram identificados sete juízes sob ameaça.

O conceito de ameaça utilizado pelo CNJ não se restringiu àquele tipificado pelo Artigo 147 do Código Penal, segundo o qual constitui crime “ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”.

“Pode ser uma ameaça à segurança da pessoa, pode ser um recado passado ao juiz, pode ser uma manifestação em rede social ou o juiz pode relatar um sentimento subjetivo de ameaça, gerada pelo comportamento de alguém durante uma audiência, por exemplo”, explicou a diretora do Departamento de Segurança Institucional do Poder Judiciário, delegada Tatiane da Costa de Almeida, segundo divulgado pelo próprio órgão.

Em 45% dos casos registrados, foi implementado algum tipo de aumento de segurança nos fóruns em que atuam os juízes. Ao todo, 34 juízes utilizam carro blindado e sete andam com coletes à prova de balas.

Entre os ameaçados, 38 juízes recebem escolta total, sendo acompanhados 24 horas por dia por policiais, sejam civis, federais ou militares.

A pesquisa do CNJ foi divulgada após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter lançado um edital de licitação, na semana passada, para contratar sete vigilantes armados que deverão reforçar a segurança do ministro Edson Fachin e de seus familiares em Curitiba, onde possui residência.

A medida foi tomada após Fachin, que é relator da Operação Lava Jato no STF, ter dito, em entrevista concedida em março ao canal Globonews, que recebeu ameaças à sua integridade física.

*Com informações da Agência Brasil.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.