
Aconteceu no sábado (19/05/2018) o Seminário Regional do Congresso do Povo, no Auditório II, do Módulo I, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O evento foi promovido pela Frente Brasil Popular, com o objetivo de construir com as organizações populares um diálogo com a sociedade novas bases para um novo projeto de país, frente à crise econômica atualmente vivida, assim como social e política.
Alguns palestrantes convidados a comporem a mesa discursaram algumas ideias. Aurino Pedreira, secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-BA), frisou a falta de diálogo com o povo. “O momento é de estudar isso. Para que haja mais espaço para os debates. A desigualdade de classes e sociais ainda é muito recorrente”, disse ele.
Lucinéia Durães, Diretora Estadual do Movimento Sem Terra (MST), ressaltou as contradições que impulsionam as lutas sociais. “Há uma grande crise estrutural, que também abarca as potências capitalistas e hegemônicas”, dissertou a diretora, que evidenciou a concentração de riquezas evidentes mesmo após tantas reivindicações.
Também convidada, Elisângela Araújo, Diretora Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), expôs sobre a importância de garantir a soberania ao povo. “Conquistas a partir do processo de organizações sociais é urgente. Precisamos de avanços com oportunidades de igualdade. A classe trabalhadora continua ameaçada com os modelos de produção que temos”, exprimiu ela.
Vários segmentos sociais participaram do evento. Representantes do Movimento de Organização Comunitária (MOC), Portal do Sertão, Sindalimentação, Sindicato dos Bancários, estudantes da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), foram alguns dos presentes.
Participante da plateia, a professora Alaíde Carneiro, pensa que não devemos desitir. “Eu sinto angústia por conta das repercussões mundiais acerca do Brasil. Eu acho injusto. Tanta coisa envolve os golpistas. Fico indignada. Não é falta de esperança”. Já Lorena Carneiro, estudante de Jornalismo e integrante do Levante Popular da Juventude, opinou que cada vez mais é crítico o momento. “Precisamos ter resistência e mobilizar as pessoas, avaliar o momento político não baixando a cabeça. Tanto as comunidades urbanas e rurais devem buscar soluções coletivamente”.
Por fim houve um momento aberto aos ouvintes, onde houve explanação de ideias, questionamentos e diálogo com todos os presentes, pensando a formação da agenda, próximos encontros e reuniões até o momento final no qual haverá o Congresso Nacional do Povo.
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