MPF faz novo pedido de prisão preventiva contra Paulo Preto; político é citado como operador do PSDB

Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, é ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (DERSA) e é apontado como operador do PSDB pela Polícia Federal.
Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, é ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (DERSA) e é apontado como operador do PSDB pela Polícia Federal.

A procuradora federal Adriana Scordamaglia apresentou nesta segunda-feira (14/05/2018) um novo pedido de prisão preventiva contra Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), conhecido como Paulo Preto. Ele foi preso pela Polícia Federal em abril deste ano por desvios em obras do Rodoanel em São Paulo. O ex-diretor atuou em gestões do PSDB no governo paulista. No entanto, na sexta-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mender concedeu um habeas corpus e Paulo Preto foi solto.

A procuradora decidiu pedir nova prisão para Paulo Preto porque ele não compareceu hoje a uma audiência do processo que seria realizada na 5ª Vara Federal Criminal em São Paulo. A Justiça de São Paulo ainda não decidiu sobre o novo pedido de prisão. Procurada pela Agência Brasil, a defesa de Paulo Preto ainda não se pronunciou sobre o novo pedido de prisão e nem a razão pela qual ele não compareceu à audiência.

Paulo Preto é acusado pelo Ministério Público de ter desviado cerca de R$ 7,7 milhões em recursos e imóveis que eram destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas para obras viárias em São Paulo. Entre as obras investigadas e apontadas na denúncia estaão a construção do trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a nova Marginal Tietê. Além de Paulo Preto, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo órgão. Esta foi a primeira denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo.

Segundo a denúncia, o dinheiro foi desviado em proveito próprio e de terceiros e ocorreu entre os anos de 2009 e 2011. O esquema, de acordo com o MPF, era comandado por Paulo Preto e começou a ser investigado primeiramente pelo Ministério Público estadual, mas como envolvia verbas federais, a investigação foi encaminhada ao Ministério Público Federal.


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