
Durante a sessão ordinária da Super Terça (22/05/2018), que discutiu sobre o projeto do BRT (Bus Rapid Transit) na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) defendeu seu posicionamento contra a execução da obra realizada pela prefeitura para implantar o modal de transporte. Marta aponta “superfaturamento da obra, agressão ao meio ambiente, falta de licenças e de estudo de impacto de vizinhança”.
A parlamentar diz ainda que, com base nos dados do Ministério das Cidades, o projeto não se justifica para Salvador. “O termo de referência do edital do primeiro trecho do BRT mostra uma demanda de 12.700 passageiros por hora na avenida ACM, quando o manual do ministério sinaliza que a obra se justificaria para uma demanda entre 15 mil e 45 mil passageiros”.
Marta Rodrigues reforça que, para além da retirada de árvores e a questão ambiental, o projeto não se sustenta e nem se justifica. “Temos superfaturamento da obra que é apontada como a mais cara do país. Além disso, é um projeto sem estudos técnicos, que apresenta ilegalidades por ter iniciado sem licença e sem estudo de viabilidade”, afirmou Marta.
Ainda conforme a parlamentar, o BRT apresenta quatro elevados que consomem pelo menos 50% do trecho da obra. “O projeto é raso e apresenta uma mobilidade que valoriza o transporte individual, em detrimento do transporte coletivo. A prefeitura está começando uma obra sem ter o estudo de impacto de vizinhança, sem licença do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia e sem a justificativa do próprio Ministério das Cidades”, declarou.
Falta de diálogo
Marta Rodrigues acrescenta que o BRT também não dialoga com o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador. “O projeto da via é identificado apenas como um traçado. Não houve debate com a população, não há aprofundamento. Não tem viabilidade técnica, econômica, financeira e tarifária. Esses estudos deveriam ter sido feitos antes de se gastar quase R$1 bilhão com a obra. Há muitos indícios de descumprimentos para atender a uma demanda exclusiva da prefeitura”, disse.
Para a parlamentar, o Executivo deveria investir num Plano de Mobilidade Urbana em Salvador, a partir do qual se adote uma política adequada de reajuste de tarifas, realize demandas sociais do programa Tarifa Social Zero, amplie a malha cicloviária, entre outros. “Não existe plano de mobilidade na cidade. Como um empreendimento desse porte pode ser aprovado sem considerá-lo frente a um planejamento urbano amplo?”, disparou.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Tumblr (Opens in new window) Tumblr
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram




