Ex-presidente Dilma Rousseff denuncia prisão política de Lula na Inglaterra

Aos gritos de “Lula Livre”, ex-presidente Dilma Rousseff foi aplaudida por 2,5 mil trabalhadores no Congresso da UNI Global Union. “O golpe se desmoralizou". 
Aos gritos de “Lula Livre”, ex-presidente Dilma Rousseff foi aplaudida por 2,5 mil trabalhadores no Congresso da UNI Global Union. “O golpe se desmoralizou”.

Ovacionada por 2,5 mil trabalhadores de todo o mundo, aos gritos de ‘Lula Livre’, a ex-presidente Dilma Rousseff recebeu nesta terça-feira (20/06/2018), a solidariedade internacional de entidades sindicais, ao participar do Congresso da UNI Global Union, organização que reúne mais de mil sindicatos de trabalhadores do setor de serviços de 150 países.

“Nosso candidato é Luiz Inácio Lula da Silva e a eleição de outubro é a condição inicial para haver um acordo no Brasil para que nós nos reencontremos e possamos unir novamente o país”, disse Dilma, durante sua intervenção no congresso da UNI. A presidenta ressaltou que os líderes políticos que promoveram o golpe no Brasil têm hoje um grande problema: seus candidatos não chegam a obter 10% das intenções de votos nas pesquisas. “O golpe se desmoralizou”, disse.

Ovacionada pelos sindicalistas, Dilma agradeceu o apoio e aproveitou o discurso para denunciar a agenda de retrocessos no país, desde o golpe ocorrido em 2016. “O golpe foi contra os trabalhadores e os direitos sociais”, destacou. Ela disse que a precarização dos direitos dos trabalhadores é resultado direto da agenda promovida pelo governo de Michel Temer.

Dilma recebeu das mãos da nova secretária-geral da UNI Global Union, Christy Hoffmann, uma placa em homenagem a Lula. Emocionada, ela reiterou a candidatura de Lula à Presidência da República, denunciou a prisão política do ex-presidente e agradeceu o apoio dos sindicalistas internacionais, que assinaram petição pela liberdade do líder brasileiro. “A prisão de Lula é mais uma etapa do golpe no Brasil”, apontou.

Pela manhã, Dilma esteve reunida com professores das universidades de Leeds, Cambridge, Manchester e Liverpool para falar sobre os retrocessos ocorridos no Brasil desde o processo de impeachment sem crime de responsabilidade ocorrido em 2016, quando ela foi afastada do governo. “Há uma agenda de retrocessos sem precedentes no Brasil”, disse. Ela listou os cortes nos investimentos, a imposição do teto nos gastos sociais e a reforma trabalhista, além da venda de ativos de empresas estratégicas brasileiras, como a Eletrobras, a Embraer e a Petrobras.


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