Feira do Chapéu é montada em frente ao Galpão de Artesanato, em Feira de Santana

Chapéus são comercializados em frente ao Galpão de Artesanato que funciona na Avenida Olímpio Vital.
Chapéus são comercializados em frente ao Galpão de Artesanato que funciona na Avenida Olímpio Vital.

Ele tem tudo a ver com as festas juninas. É uma peça que não pode faltar para quem está disposto a arrastar o pé. O chapéu de palha pode ser encontrado em grande variedade de estilo, detalhes, tamanhos e cores na Feira do Chapéu, montada até o dia 23 de junho de 2018 em frente ao Galpão do Artesanato, que está funcionando provisoriamente na Avenida Olímpio Vital.

Os valores dos chapéus de palha variam de R$ 5 a R$ 7. Alguns ganham detalhes em renda, fitas, flores e tranças. Ainda há aqueles em miniatura que são utilizados para confeccionar tiaras ou outros adereços para cabelos. A Feira do Chapéu atrai gente de outras cidades. Nira Caldas veio do município de Santo Amaro da Purificação somente para comprar chapéus de palha para distribui-los entre amigos, vizinhos e familiares. Levou mais de cinquenta. “Essa é uma peça que não pode faltar em nossa festa”, diz.

Há dez anos atuando na Feira do Chapéu, a comerciante Lilian Lago está otimista com as vendas. Diz que a demanda é sempre boa nesta época do ano. “Nossa expectativa é de que não sobre mercadoria. A procura é sempre boa e deve aumentar nos próximos dias por conta também das festinhas escolares”, prevê.

A professora Tatiane Dias estava à procura de um adereço para o cabelo. Disse que se prepara para festa dos alunos da Educação Infantil. “A gente também entra no clima, pois essa é uma forma de incentivar o aprendizado, despertando nos nossos alunos a busca pelo conhecimento e de valorização da cultura nordestina”, afirma.

Ainda na feira podem ser encontrados balaios, cestos e outros objetos de decoração em palha e barro, bem como sandálias e chapéus de couro.

Há 32 anos, Bruno de Oliveira comercializa artesanatos e outros objetos em palha. Diz que essa é a época do ano que mais vende e que mantém uma clientela de outras cidades da região. “Não troco meu comércio por nada. Aqui é uma tradição que passou de pai para filho”.

Damiana Conceição veio de Irará somente para comprar mercadorias para revender na feira. É cliente do box de Bruno há anos. Comprou candeeiro, colheres de pau, chapéus e cestos de palhas. “Temos que aproveitar a época pra vender e ganhar um dinheiro”, pontua.


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