A Barquinha de Ji-Paraná (Rondônia) funciona ininterruptamente desde o ano de 1991, prestando obras de caridade em benefício dos irmãos necessitados, seguindo o lema do seu mentor, Manuel Hipólito de Araújo: “fazer o bem sem olhar a quem”.
Deste Barco a navegar Edilsom Fernandes é o timoneiro, ao lado do Mestre Fundador Daniel Pereira de Mattos e do Velho Pastor Frei Manuel.

Nascido na Vila de Bom Pastor, Cidade de Resplendor, Minas Gerais, Edilsom Fernandes da Silva é casado há 30 anos com Maria José da Silva e é pai da jovem Mariana. Trabalha como representante comercial e profissional de TI (Tecnologia da Informação), de onde tira o seu sustento.
Chegou a Ji-Paraná (Rondônia) em 1984, vindo do Rio de Janeiro, onde servia a Marinha Brasileira como Fuzileiro Naval de Primeira Classe, membro da Infantaria e armeiro.
— Eu me identifiquei com a Doutrina de Mestre Daniel por ser Fuzileiro Naval, membro do Círculo Esotérico e Rosacruz, além de gnóstico e filiado a Ordem do Graal na Terra.
Com todos esses estudos, Fernando (Edilsom Fernandes) é, desde muito, um buscador espiritual. Além de buscador espiritual, Fernando se declara um estudante:
— Sou estudante, assim como da Gnose e da Sociedade Teosófica. E grande admirador e propagador da filosofia da Golden Dawn (Ordem Hermética da Aurora Dourada) e da Maçonaria.
Fernando afirma ser um eterno estudante. Porém, com toda esta vasta caminhada e trajetória, ele é considerado um mestre por seus amigos: Mestre Fernando.
Na sua origem, Fernando é de religiosidade budista. Ao conhecer a Ayahuasca se tornou cristão. Mas esclarece:
— Embora esteja hoje sob o pensamento cristão, continuo com compreensão búdica. Que é essencialmente o mesmo pensamento. A espiritualidade Búdica é exatamente a mesma espiritualidade Crística.
Assim é Edilsom Fernandes: universalista, pluralista, multiculturalista e ecumênico.
“Não importa o nome de Deus, desde que seja o princípio supremo que rege todas as coisas” (Leonardo Boff).


Navegando no Barquinho Santa Cruz
Com esforço e sacrifício — que ele chama de ‘sacro ofício’ — Fernando se deslocou por muitos anos, quinzenalmente ou semanalmente, percorrendo as centenas de quilômetros que separam Ji-Paraná (RO) da capital do Acre, Rio Branco, para cumprir o intenso calendário litúrgico do Centro Espírita e Culto de Oração ‘Casa de Jesus – Fonte de Luz’, presidido, à época, por Manuel Hipólito de Araújo (10.6.1921 – 17.8.2000).
Todavia, logo após o seu fardamento naquela Casa Espírita, como soldado dos Exércitos de Jesus, Manuel Araújo deu-lhe uma missão, em confiança no discípulo dileto:
— Meu filho, você não pode permanecer um peregrino, um caixeiro viajante espiritual. Eu lhe autorizo a reunir os seus amigos, lá na sua cidade, para comungarem da Santa Luz. Autorizo você fundar um Posto Avançado desta Missão, em Ji-Paraná (RO). Fundar um Pronto Socorro Espiritual.
— Mas Mestre Manuel, como devo me conduzir na sua ausência? O senhor vai estar sempre ao nosso lado?
Naquele momento, o Velho Pastor selou um compromisso com Edilsom Fernandes, deste mundo a eternidade:
— Meu filho, se você seguir nesta Doutrina e fizer o que eu lhe ensinei, que aprendi com o Mestre fundador da Missão, o Frei Daniel, e dela somos zeladores, estarei sempre contigo.
Assim, em 13 de fevereiro de 1991, em visita a comunidade rondoniense, o sr. Manuel Hipólito de Araújo consagrou o Ponto de Luz que surgia, para realizar obras de caridade, em benefício dos inocentes e de toda humanidade.
Hoje, após uma longa caminhada de 27 anos, esta Casa Espírita encontra-se firmada no Mundo Terra e consagrada no Plano Espiritual.



A Casa de Jesus e Lar de Frei Manuel – a Barquinha de Ji-Paraná
O ‘Centro de Regeneração Espiritual Casa de Jesus e Lar de Frei Manuel’ é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos, juridicamente constituída, que pratica a Doutrina Espírita Cristã denominada Barquinha, fundada por Mestre Daniel Pereira de Mattos.
Nas atividades litúrgicas do Lar de Frei Manuel é ingerida a bebida de poder inacreditável denominada Daime (Ayahuasca), que é central para as cerimônias religiosas desta linha espiritual.
Assim Edilsom Fernandes apresenta a instituição que preside:
— A Casa de Jesus e Lar de Frei Manuel é um centro espírita, apostólico, cristão, universalista que faz uso da Ayahuasca (Daime) como um instrumento da nossa religião, para facilitar a compreensão espiritual dos nossos trabalhos, que são incorporação ou manifestação extracorpórea e expansão da consciência.
A Barquinha de Ji-Paraná (Rondônia) funciona ininterruptamente desde o ano de 1991, prestando obras de caridade em benefício dos irmãos necessitados, seguindo o lema do seu mentor, o Velho Pastor Frei Manuel da Cruz: “fazer o bem sem olhar a quem”.
Esta instituição ayahuasqueira está sediada na aprazível Chácara Divina Luz, zona rural de Ji-Paraná (início da Estrada RO-135, (saída para Nova Londrina) e é bastante conhecida e respeitada na sociedade local.
Pois foi nesta linda e agradável chácara que se erigiu o sagrado templo para as celebrações litúrgicas desta Casa Espírita. Numerosas construções compõem o complexo religioso: além do Templo, o Coreto, Casa de Feitio, Gabinete da Presidência, Biblioteca, Secretaria, hospedaria, acomodações para as crianças, cozinha e refeitório, jardins e outros ambientes, manejo florestal de Cipó Jagube e Folha Rainha, reserva florestal — tudo bem cuidado e zelado por esta ordeira e laboriosa irmandade.
Deste Barco a navegar Edilsom Fernandes da Silva é o timoneiro, ao lado do Mestre Fundador Daniel Pereira de Mattos e do Velho Pastor Frei Manuel da Cruz.
Uso de Ayahuasca para reabilitação de presidiários
Entre os anos de 2012 e 2016, uma profícua experiência foi desenvolvida com o uso de Ayahuasca, através de um convênio entre a ONG Acuda e a instituição religiosa ayahuasqueira Lar de Frei Manuel. Os apenados do Complexo Penitenciário de Porto Velho (RO) que eram assistidos pela Acuda, passaram a participar das cerimônias religiosas da Igreja ayahuasqueira, de livre e espontânea vontade.
Por sua originalidade, este Convênio interinstitucional de ministrar Ayahuasca para presidiários, teve uma grande repercussão na imprensa nacional e internacional. Todavia, a superexploração midiática acabou gerando resistência dentro do próprio Poder Judiciário de Rondônia, que o havia autorizado.
Em 2015, os presos que eram liberados pelo Juiz da Vara de Execuções Penais, para irem às cerimônias religiosas em Ji-Paraná – Rondônia, foram impedidos pela Justiça de continuarem envolvidos no promissor projeto da reintegração familiar e social com a utilização de Ayahuasca. Considera-se que o principal motivo foi a repercussão negativa — entre os inimigos da Ayahuasca e familiares de vítimas — após reportagem televisiva apelativa e tendenciosa.
Porém, desta experiência ficaram as lições e os frutos. As consequências benfazejas e positivas tiveram continuidade entre os atores sociais envolvidos.

Edilsom Fernandes e a Ayahuasca
Com mais de 3 décadas trabalhando com Ayahuasca, Fernando transmite importantes ensinos:
— A Ayahuasca amplia a percepção, você aumenta as suas sensações, aumenta a sua possibilidade, aumenta os seus sentidos, o paladar, tato, olfato, audição, visão e, também, aumenta a cognição. Ele faz com que a cognição fique mais ágil e mais consistente. Mas se a pessoa vai usar ou não, não é com a religião, não é com a instituição, não é com a sociedade, é com a pessoa, é com o indivíduo. Cada indivíduo tem que tomar conta por si só.
“A Ayahuasca, ela mostra, mas se a pessoa tem seus defeitos, se você não quer se corrigir, você não vai se corrigir, ela precisa querer, é preciso se esforçar, exercitar, para encontrar aí uma prática mais fiel. Porque prática traz perfeição, prática traz coesão, a frequência, a constância é que vai dar alicerce, fundamentar a ideia. A indução é a religião, o Daime é simplesmente a ampliação, agora a indução fica por conta dos Salmos, dos Hinos, das palestras, das doutrinas, dos ensinamentos, do ensino da conduta moral, aí é parte. A religião faz a parte da doutrina moral, doutrina espir itual, ensina a se conduzir, mas se a pessoa vai se conduzir ou não, é com a pessoa”.


Edilsom Fernandes da Silva, presidente, padrinho e mestre
Edilsom é mestre, presidente e padrinho desta linda irmandade, esta encantadora Missão. Ele costuma dizer que sem os seus queridos irmãos ele não é nada, não é ninguém.
Edilsom é chamado de Mestre Fernando. Sim, ele é um mestre porque ensina, porque doutrina. Ensina através dos lindos cânticos, mensagens espirituais e preleções sobre o caminho do Amor, da Paz, da Verdade e da Justiça.
Edilsom é presidente desta encantadora instituição religiosa, desta Barquinha. E ele é um bom presidente: zeloso, organizado, obreiro, empreendedor e outras inúmeras qualidades.
Edilsom é padrinho dos seus inúmeros afilhados de pia e demais afilhados espirituais. Ele é o Padrinho Fernando. Reconhecimento de muitos pelo seu amor ao próximo, disposição para servir e praticar a caridade.
Todavia, o que o bom amigo e bom irmão Edilsom Fernandes carrega consigo mesmo é o símbolo da humildade.
Jesus perguntou certa vez aos seus discípulos:
— Que estavam vós discutindo pelo caminho?
Mas eles calaram-se; porque pelo caminho tinham disputado entre si qual era o maior. E Ele, assentando-se, chamou os 12, e disse-lhes:
— Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.
Assim é o senhor Edilsom Fernandes da Silva.
Esta é a missão de luz do mestre, padrinho e presidente Edilsom Fernandes, nosso querido Fernando.
A Paz de Deus para sempre lhe acompanhe.
Namastê.
Amém.











