Eleições 2018: Jornal francês Le Monde avalia que Jair Bolsonaro é a versão autoritária de um candidato populista

Jair Bolsonaro, candidato à presidente da República com inexpressiva formação intelectual, adepto do discurso da violência. Potenciais eleitorais identificam-se com o ódio de classe apresentado pelo candidato.
Jair Bolsonaro, candidato à presidente da República com inexpressiva formação intelectual, adepto do discurso da violência. Potenciais eleitorais identificam-se com o ódio de classe apresentado pelo candidato.
Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República com inexpressiva formação intelectual, adepto do discurso da violência. Potenciais eleitorais identificam-se com o ódio de classe expresso pelo candidato.
Jair Bolsonaro, candidato à presidente da República com inexpressiva formação intelectual, adepto do discurso da violência. Potenciais eleitorais identificam-se com o ódio de classe apresentado pelo candidato.

Em matéria publicada nesta quarta-feira (25/07/2018), o jornal francês Le Monde fala sobre o lançamento da candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República e o caracteriza como “o candidato populista em versão autoritária”. O jornal diz ainda que a base de apoiadores do candidato “simboliza os males do Brasil – violência e corrupção”.

Para o Le Monde, Bolsonaro utiliza a mesma técnica que o presidente americano Donald Trump de se apresentar como um candidato outsider, mas ressalta que ele é deputado há mais de 30 anos. Segundo a matéria, Bolsonaro é um “homem de slogans apocalípticos” que promete “facilitar o porte de armas, sair do Acordo de Paris sobre o clima e reduzir drasticamente o número de ministros de governo”.

O fato de Bolsonaro não ter sido diretamente implicado em nenhuma fase da Operação Lava-Jato é apontado pelo jornal como um de seus trunfos, em um país “em que a maior parte da classe política é acusada ou suspeita de corrupção”.

O jornal francês diz ainda que Bolsonaro tenta juntar um público heterogêneo “classes altas ultraliberais, conservadores evangélicos e até as classes desfavorecidas das favelas”. Mas a matéria fala também da sua falta de capacidade de negociação: “sua incapacidade de negociar o priva de apoios políticos indispensáveis para formar coalizões e governar o Brasil”. A dificuldade do candidato de encontrar um vice é citada como exemplo desta falta de aptidão para a negociação.

Bolsonaro é apresentado como um homem de propostas radicais “que suscita tanta rejeição quanto fascínio”. “Alguns ficam enojados de seus discursos homofóbicos, racistas e misóginos, outros minimizam suas derrapadas dando mais importância a suas bandeiras de segurança e anticorrupção”, diz a matéria.

Eleições no Brasil

O jornal diz que a eleição deste ano é “a mais incerta da história do país”. Ele destaca que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente preso, aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas, mas “sua candidatura tem grandes chances de ser invalidada pela justiça eleitoral”.

Para o Le Monde, o papel da televisão na campanha política Brasileira também está em questão já que “Jair Bolsonaro está à frente nas pesquisas graças apenas à sua presença nas redes sociais, com 5 milhões de internautas no Facebook, enquanto o presidente Temer tem 1,7 milhão”.

*Com informações da RFI.


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