Eleições 2018: Presidente da CNBB diz que é necessário escolher alternativas que contribuam para construção de um Brasil “justo e fraterno, com menos violência e mais solidariedade”; Entidade apresenta defesa da pauta de centro-esquerda

Responsabilidade do voto: “expressão da participação na construção de um Brasil melhor, mais justo, mais fraterno”, afirma dom Leonardo Steiner, presidente da CNBB.
Responsabilidade do voto: “expressão da participação na construção de um Brasil melhor, mais justo, mais fraterno”, afirma dom Leonardo Steiner, presidente da CNBB.
Responsabilidade do voto: “expressão da participação na construção de um Brasil melhor, mais justo, mais fraterno”, afirma dom Leonardo Steiner, presidente da CNBB.
Responsabilidade do voto: “expressão da participação na construção de um Brasil melhor, mais justo, mais fraterno”, afirma dom Leonardo Steiner, presidente da CNBB.

“Votar é participar dos destinos do Brasil.  O voto é expressão da democracia. O voto é expressão da participação da construção de um país melhor, com menos violência, com mais solidariedade”. É assim que o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, expressa a responsabilidade de cada brasileiro e cada brasileira neste domingo (07/10/2018), quando serão escolhidos deputados, senadores, governadores e presidente da República.

Dom Leonardo recorda as diversas iniciativas da CNBB para orientar os cristãos para uma boa escolha, como a Mensagem para as Eleições “Compromisso e Esperança”, divulgada na última assembleia geral da entidade. “O bem maior do País, para além de ideologias e interesses particulares, deve conduzir a consciência e o coração tanto de candidatos, quanto de eleitores”, cita.

Mas o secretário-geral da CNBB também revela uma preocupação: “Se tem falado muito pouco sobre a necessidade de uma boa escolha no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e na Câmara Distrital”.  O secretário-geral da CNBB ressalta o que tem sido reforçado pelo episcopado brasileiro e que pouco teve destaque nas discussões políticas Brasil afora, de que uma boa escolha nas câmaras e no Senado “são decisivos para um Brasil que oferece oportunidade para todos os brasileiros”.

“Não podemos continuar com bancadas, precisamos reafirmar partidos. Somos provocados a reafirmar a importância da política e, por isso, da democracia. Precisamos reafirmar a representatividade da sociedade brasileira no Congresso e nas Câmaras. Por isso a necessidade de uma boa escolha. Votarmos em pessoas que estejam dispostas a discutir as questões do Brasil como a educação, o meio ambiente, a saúde, a convivência. Votar em pessoas apresentem projetos que ajudem a ter um Brasil para todos”, afirma dom Leonardo.

A ética também é decisiva na responsabilidade do voto. Para ele, ela se insere no sentido de que haja disposição dos escolhidos para o Poder Executivo e para o Poder Legislativo “trabalharem em prol de todos os brasileiros”.

Renovação

A respeito da renovação dos quadros no Legislativo, dom Leonardo afirma ser um caminho importante e necessário, mas pondera que não se pode esquecer dos bons quadros que já estão presentes no Congresso Nacional e nas casas legislativas dos estados e do Distrito Federal, “políticos que se preocupam com a sociedade brasileira e visam o bem comum”.

“Podemos achar que renovar significa não reeleger ninguém. Não. Nós temos pessoas muito boas, pessoas que realmente se preocupam com muitas questões, como a vida, o meio ambiente, a justiça, o trabalho, os pobres, os indígenas, os quilombolas. Nós temos pessoas que presam o voto que receberam. Mas existe, sim, uma necessidade de renovação”, explica. “O importante é conhecer a vida política dos que se apresentam para a reeleição, os projetos que apresentaram, em que projetos votaram”, acrescenta.

Voto útil

Nas eleições majoritárias para governador e presidente, fala-se muito em voto útil, às vezes motivado pelas pesquisas eleitorais divulgadas durante as campanhas. Dom Leonardo Steiner critica essa prática. No primeiro turno, o secretário-geral da CNBB orienta votar em quem a pessoa achar melhor, seja para governador, seja para a presidência: “O voto útil não ajuda”. Para dom Leonardo, é preciso aproveitar o primeiro turno para ter a percepção do que a sociedade brasileira pensa a respeito do candidato, da candidata, mas também dos partidos, dos planos de governo e das propostas para superar a crise que vivemos.


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