Arábia Saudita pede pena de morte a cinco suspeitos de assassinato do jornalista Jamal Khashoggi; Príncipe é isento

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Ben Salmane.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Ben Salmane.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Ben Salmane.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Ben Salmane.

O procurador-geral saudita requisitou nesta quinta-feira (15/11/2018) a pena de morte contra cinco dos acusados de participação no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, morto no consulado de seu país, em Istambul, no dia 2 de outubro de 2018. Mas a justiça poupou o príncipe herdeiro Mohammed ben Salmane, que não “tinha nenhum conhecimento dos fatos”, segundo as autoridades da Arábia Saudita.

Dos 21 suspeitos, 11 já foram indiciados e cinco correm o risco de pegarem a pena de morte. O chefe da diplomacia saudita, Adel al-Jubeir, declarou à imprensa que seu país recusaria o pedido de investigação internacional da Turquia e afirmou que o príncipe herdeiro não tinha “nada a ver” com o assassinato de Khashoggi.

O Tesouro americano, por sua vez, impôs sanções a 17 cidadãos da Arábia Saudita. O país é autorizado a punir em casos de violação dos direitos humanos, de acordo com a lei Magnitsky. Entre as pessoas sancionadas, estão próximos de Mohammed ben Salmane, como Maher Mutreb, assim como o cônsul-geral saudita em Istambul, Mohammad al-Otaibi.

“Esses indivíduos mataram brutalmente um jornalista que morava e trabalhava nos Estados Unidos e devem pagar por suas ações”, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. “Os Estados Unidos continuam a se esforçar para estabelecer todos os fatos. Todos os implicados serão responsabilizados, para fazer justiça à noiva [de Khashoggi]”.

Pacto de investigação

A Arábia Saudita pediu nesta quinta-feira à Turquia que as duas nações assinem um pacto de cooperação para acelerar as investigações sobre a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado no consulado de seu país em Istambul. O procurador-geral saudita propôs a assinatura de um “acordo excepcional”, com o objetivo de fornecer à Turquia os resultados das investigações em relação ao caso e obter provas e informações pertinentes de Ancara.

A Turquia, por sua vez, disse que as explicações da Arábia Saudita eram “insuficientes” e insistiu no caráter premeditado do caso Khashoggi. De acordo com informações do chefe-adjunto dos Serviços de Inteligência da Arábia Saudita, o general Ahmed al-Assiri deu ordens a uma equipe de agentes para que eles fossem a Istambul e trouxessem Khashoggi de volta a seu país à força. Mas o chefe da operação sugeriu que o jornalista fosse assassinado no consulado, onde foi drogado e desmembrado.

*Com informações da RFI.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.