O economista Rubem de Freitas Novaes, indicado para a presidência do Banco do Brasil no governo de Jair Bolsonaro, afirmou hoje (22/11/2018) que a orientação da próxima gestão será a busca por eficiência, o enxugamento e a privatização de ativos da instituição. Ele disse ter recebido essas recomendações diretamente do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e do próprio presidente eleito.
“A orientação é eficiência, enxugamento e privatização do que for possível. Vamos buscar bons resultados e tornar o banco cada vez mais competitivo, mas de uma maneira enxuta”, afirmou.
Novaes descartou, por enquanto, a possibilidade de privatização total do banco. Perguntado sobre quais braços de atuação do banco poderiam ser negociados, ele evitou adiantar o que tem em mente. “Isso está muito prematuro para eu detalhar. Primeiro, preciso tomar ciência da situação do banco, das pessoas que estão lá, pensar na formação da equipe”, disse.
Novaes, que já foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), defendeu ainda a venda de ativos do banco por meio da venda de ações no mercado de capitais, buscando oferecer aquilo que pode interessar os investidores.
“[Vamos] procurar fazer operações que mobilizem o mercado de capitais, com o máximo de transparência possível. Aquela fase de privatização em que você direcionava venda para determinados compradores, que montava aqueles consórcios de compra, [isso] está ultrapassado”, afirmou.
Privatização em etapas
“Aquela fase de privatização, que você direcionava venda para determinados compradores, você montava aqueles consórcios, isso está ultrapassado. Hoje a ideia é usar muito mais o mercado de capitais nas operações de privatizações, que não necessariamente serão a privatização total logo, você pode fazer isso em etapas”, disse.
“Fazer IPOs e vender partes e numa segunda etapa, então partir para a privatização. Mas veja, eu ainda não sou presidente do Banco do Brasil, fica muito difícil sair falando do Banco do Brasil nesse momento.”
Indagado sobre o fato de seu nome ter sido envolvido no escândalo envolvendo os bancos Marka e Fonte Cindam, em 1999, Novaes lembrou que foi denunciado pelo Ministério Público e tornou-se réu no caso, mas disse que posteriormente foi absolvido.
“Eu fui réu no processo, fui absolvido e não houve nem recurso do Ministério Público. Quer dizer, isso é um fato raro, você receber uma denúncia e o Ministério Público não recorrer na absolvição. Eu fui absolvido e o Ministério Público não recorreu. Isso é quase como se fosse um arrependimento pela denúncia”, afirmou Novaes.
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