No Senado, Gleisi Hoffmann rebate uma a uma as mentiras de Antonio Palocci sobre Lula; Parlamentar critica atuação da Força-tarefa do Caso Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro

Gleisi Hoffmann questiona Resgate de delação sem provas serve à campanha de vingança contra o PT, alertou a senadora. “Onde estão as provas, os nomes, o dinheiro?”
Gleisi Hoffmann questiona Resgate de delação sem provas serve à campanha de vingança contra o PT, alertou a senadora. “Onde estão as provas, os nomes, o dinheiro?”.
Gleisi Hoffmann questiona Resgate de delação sem provas serve à campanha de vingança contra o PT, alertou a senadora. “Onde estão as provas, os nomes, o dinheiro?”
Gleisi Hoffmann questiona Resgate de delação sem provas serve à campanha de vingança contra o PT, alertou a senadora. “Onde estão as provas, os nomes, o dinheiro?”.

A senadora e presidenta nacional do PT Gleisi Hoffmann fez uma dura denúncia sobre o capítulo mais recente do circo da Lava Jato contra Lula e o PT: a libertação de Antonio Palocci após o ‘pacto’ de delações sem provas. Em plenário nesta terça (27/11/2018), ela desmentiu cada uma das mentiras do ex-ministro.

O TRF-4 deve decide amanhã (28) se manda Palocci para casa, informa a Folha de S. Paulo. Ele poderá cumprir regime semi-aberto e terá de volta mais de R$30 milhões.

Preso há dois anos – de forma ilegal, como tantas outras decisões do juiz-ministro – Palocci percebeu que entrar no jogo de Moro era sua a única chance de deixar a cadeia. “Naquela época, já era atendido por um advogado com histórico esquemas de Sergio Moro”, aponta a senadora.

A delação já havia sido rejeitada pelo Ministério Público Federal por falta de provas. E foi criticada até mesmo por procuradores da Lava Jato – como disse Carlos Fernando dos Santos Lima, a delação que prometia ser “do fim do mundo” virou delação do “fim da picada”.  Mas Palocci conseguiu registrá-la na Polícia Federal e no TRF-4.

Gleisi lembrou que a maioria dos corruptos da Petrobras e seus corruptores está solta ou cumpre pena em prisão domiciliar e desfrutam da fortuna que roubaram. “Disseram que os procuradores e Moro queriam, principalmente para atingir o PT e o presidente Lula”, completou.

A presidenta do PT considera que a aniquilação de Lula é a grande missão do complô judicial escancarado com a aliança de Moro e Bolsonaro.

“Essa é a promessa de Bolsonaro e essa é a ação de Sergio Moro. Se algo acontecer a Lula, a responsabilidade é dessa Lava Jato, que não tem nenhum compromisso com a verdade, com as provas e com o devido processo legal.”

A Odebrecht NÃO colocou 300 milhões à disposição de Lula após o fim de seu primeiro mandato

Nenhum dos 77 delatores da empreiteira disse isso. Esse valor foi citado por Marcelo Odebrecht da seguinte forma: “Duzentos milhões doados para campanhas municipais de 2008 e cem milhões doados para a campanha presidencial de 2010”. Lula não autorizou e nem foi informado sobre essa suposta movimentação. Emílio Odebrecht confirmou a declaração do filho, mas destacou que jamais falou sobre dinheiro com Lula.

Lula NÃO pediu/recebeu pacotes de propina após seu governo, incluindo um imóvel para o Instituto Lula

Lula jamais pediu e recebeu quaisquer benefícios. Marcelo Odebrecht diz que o imóvel foi comprado por uma empresa chamada DAG, mas nem ele, nem o pai, nem os outros 75 delatores da empresa jamais disse que o terreno seria doado ao Instituto.

A denúncia do MPF não procede, e sequer deveria estar sob a jurisdição de Moro (a sede Instituto Lula fica em São Paulo e não em Curitiba). Marcelo Odebrecht afirmou que a aquisição do imóvel não tem qualquer relação com a Petrobras.

Palocci NÃO convenceu Lula e os diretores do IL a recusar o terreno, em 2011

Foi o próprio Lula quem descartou o prédio. Depois de uma visita em junho daquele ano, ele concluiu que o espaço não servia ao instituto. Em fins de 2011, Lula estava sob intensa quimioterapia para tratamento de câncer, afastado de qualquer atividade.

A Odebrecht NÃO pagou propina de 4 milhões ao Instituto Lula

Todas as doações empresariais ao Instituto foram registradas, contabilizadas e informadas à Receita Federal. Vários outros institutos de ex-presidentes também receberam doações de empresas.

Ninguém, exceto Palocci, se referiu a essas doações como “propinas”, expressão que passou a ser utilizada por delatores premiados e procuradores levianos para criminalizar qualquer movimentação financeira envolvendo seu alvos políticos.

Essa expressão que começou a ser utilizada por delatores e procuradores para criminalizar qualquer movimentação financeira envolvendo seus alvos políticos. Todas as palestras de Lula foram registradas, contabilizadas e registradas com imposto pago. Nenhum delator se referiu a elas como propinas.

Se o ato de dar palestras em troca de remuneração é ilegal, Moro também deveria dar explicações.

Lula NUNCA teve conversa com Palocci em fevereiro de 2007 sobre a Petrobras

Naquele ano, nenhum órgão de controle (externo ou interno), procurador ou jornalista havia apontado casos de corrupção na Petrobras. A única pessoa que conhecia os extratos de Alberto Youssef era Sergio Moro, que o manteve grampeado por oito anos.

MPs de Lula e Dilma NÃO foram mais de 1000, e nem foram ilegais

As medidas provisórias apresentadas nos governo petistas foram cerca de 600, todas submetidas ao Congresso, de acordo com a Constituição e seguindo os regimentos da Câmara ou Senado. Transformadas em lei ou rejeitadas conforme o juízo dos parlamentares.

Se fosse verdade o que diz Palocci sobre pagamentos ilegais, ele tinha obrigação de denunciá-las quando era ministro, ao invés de confessar agora. Onde estão as provas, os nomes, os valores?

Os valores de campanha de Lula e Dilma foram aprovados pela Justiça Eleitoral, que aprovou todas as contas.

Lula NÃO pressionou fundos de pensão a investirem na Petrobras

A construção de sondas, navios e equipamentos para a Petrobras foi aprovada das eleições 2002, debatida com o povo. Ressuscitou a indústria naval brasileira e gerou mais de 1 milhão de novos empregos na cadeia produtiva de óleo e gás. A participação dos fundos de pensão da estruturação dos estaleiros foi feita dentro da lei e dos interesses dos acionistas.

Criminoso é a Petrobras voltar a fazer compras lá fora, como faz Temer e fará o governo Bolsonaro. Vão gerar empregos lá fora, em Cingapura, na China…

Confira vídeo


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.