Palestra alerta para problemas renais em pessoas diabéticas durante a programação do Dia Mundial do Diabetes em Feira de Santana

Isabel Sento Sé: o mal controle glicêmico, a dislipidemia, hipertensão, obesidade, tabagismo e a susceptibilidade genética são alguns dos fatores que acomete o problema renal.
Isabel Sento Sé: o mal controle glicêmico, a dislipidemia, hipertensão, obesidade, tabagismo e a susceptibilidade genética são alguns dos fatores que acomete o problema renal.

Considerado um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, o diabetes é caracterizado pelo descontrole do nível de açúcar no sangue. Em função da doença, complicações podem acometer outros órgãos, como os rins. Para alertar profissionais e estudantes de saúde, o Centro de Atenção ao Hipertenso e Diabético de Feira de Santana (CADH), promoveu nesta terça-feira (13/11/2018), um Seminário com as abordagens ‘Diabetes e os meus rins’ e ‘A família e o diabetes’.

O evento, que aconteceu no auditório da Secretaria Municipal da Saúde, contou com a médica Isabel Sento Sé, alertando sobre os fatores de risco e tratamento da nefropatia diabética.  Segundo a médica, 20 a 40% dos pacientes diabéticos tipo 1 e tipo 2 possuem a doença renal. Os primeiros sinais podem levar 10 a 15 anos para aparecer após o diabetes.

“O mal controle glicêmico, a dislipidemia, hipertensão, obesidade, tabagismo e a susceptibilidade genética são alguns dos fatores que acomete o problema renal”, ressalta.

Isabel afirma que o tratamento da doença é cuidar de todos esses fatores de risco que a desencadeia, e alerta os profissionais para ter um olhar individualizado. “É preciso levar em conta se o paciente é idoso, cardiopata, se está em diálise. Então não tem uma receita para todos”, ressalta.

Participação da família é fator importante

Para a psicóloga e também palestrante do evento, Priscila Morais, durante o tratamento do paciente diabético a participação da família é um fator importante. “O fato da doença ser crônica causa um bloqueio no paciente, ele acaba se rotulando como doente, ele não consegue se enxergar de uma forma diferente e isso dificulta o tratamento, desencadeando muitas vezes no isolamento social”, relata.

Andreia Santos, coordenadora do Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (CADH), aproveitou o momento para incentivar os profissionais a conscientizar os familiares sobre a inserção durante esse processo. “Hoje 425 milhões de pessoas convivem com a diabetes, que é evitável. Então se no conceito do paciente, a gente consegue inserir a família, fazendo que está também venha aderir uma alimentação ideal, não como alguém que está doente, mas como alguém que deve se alimentar melhor, a gente vai conseguir uma adesão mais satisfatória ao tratamento e a prevenção dos outros familiares”, afirma.


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