Projeto educacional de Feira de Santana usa games no ensino de matemática

Projeto Rompe Cabezas torna as aulas de matemática mais atrativas e produtivas para os estudantes.
Projeto Rompe Cabezas torna as aulas de matemática mais atrativas e produtivas para os estudantes.

A Escola SESI José de Carvalho, de Feira de Santana, foi destaque nacional por ter colocado em prática um projeto pedagógico inovador que incentivou os alunos da instituição na criação de games que ensinam matemática de forma divertida, com atividades práticas e integradas as disciplinas do currículo escolar.

O projeto Rompe Cabezas tornou as aulas de matemática mais atrativas e produtivas para os estudantes. Eles usaram as teorias dos livros para criar games de computadores. Os jogos são relacionados aos conteúdos, ou seja, para avançar na brincadeira, os jogadores precisam colocar em prática os conhecimentos de matemática ensinados em sala de aula.

A atividade contribuiu para melhorar as notas individuais dos alunos e estimulou a interatividade das turmas por que o desenvolvimento dos games foi realizado em equipes. Cada grupo teve de alcançar os desafios impostos pelos colegas, em cada jogo.

“Eu fazia a relação do conteúdo trabalhado em sala de aula com os jogos e, ao mesmo tempo, trabalhando com o assunto abordado na sala de aula. Quando eles jogavam, eles aprendiam de forma lúdica, em equipe, porque a nossa escola trabalha com a metodologia de sala de aula invertida. Então, eles aprendem juntos, eles trabalham com ‘colaborativismo’. Então, fica muito mais fácil de eles aprenderem”, explica a professora de Matemática e orientadora do projeto Rompe Cabezas, da Escola SESI José Carvalho, de Feira de Santana, Aline Falconeri.

Educação STEAM

A pedagogia aplicada no projeto Rompe Cabezas, que estimula estudantes a aprenderem matemática por meio da criação de games, da Escola SESI José Carvalho, de Feira de Santana, é resultado da política de educação baseada na realização de programas educacionais integrados, método comum da Educação STEAM, sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, que incentiva os estudantes a praticar as teorias dos livros de forma criativa e lúdica.

A metodologia surgiu nos Estados Unidos para instigar os estudantes a pensar em soluções de problemas práticos, de forma criativa, com uso das novas tecnologias e da internet. O modelo de Educação STEAM já está sendo utilizado nas escolas do SESI.

“Nós precisamos educar nossos alunos para serem protagonistas do saber deles. Não tem mais espação para os alunos ficarem em sala de aula passivos onde só ouvem, onde só escutam os professores. Eles precisam ser participantes do aprendizado”, acredita Aline Falconeri.

Encontro Nacional da Rede SESI

O projeto criado e coordenado pela professora Aline Falconeri foi destaque no Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, realizado em Brasília. O encontro reuniu projetos e experiências bem-sucedidas desenvolvidas pelo modelo de Educação STEAM, em todo país. Em 2017 e 2018, cerca de 40 projetos educacionais desenvolvidos nas escolas SESI foram reconhecidos como práticas inovadoras de educação.

Os selecionados se destacaram porque conseguiram engajar os alunos do SESI nos projetos propostos em sala de aula e, ao mesmo tempo, contribuíram para melhorar o desempenho individual dos estudantes nas disciplinas.

“Os alunos se prepararam, por exemplo, dentro de todos os conceitos de física, cinemática, mecânica, movimentos, movimento retilíneo uniforme, ou seja, toda essa parte de conceito, que às vezes são complexos para a gente poder administrar como professor dentro de sala de aula, e eles trouxeram na prática esse conhecimento e melhoraram muito na aprendizagem. Então, isso para nós é o mais importante”, ressalta o Gerente Executivo do SESI, Sérgio Gotti.

Na Bahia, o SESI conta com nove escolas espalhadas por todo o estado. Em Salvador as escolas estão em Itapagipe, no Retiro e em Piatã. No interior, além de Feira de Santana, Candeias, Barreiras, Ilhéus, Luís Eduardo Magalhães e Vitória da Conquista também contam com escolas SESI, de ensino fundamental e médio.


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