O que se sabe sobre acidente de helicóptero que matou jornalista Ricardo Boechat em São Paulo

Ricardo Eugênio Boechat (Buenos Aires, 13 de julho de 1952 – São Paulo, 11 de fevereiro de 2019) atuou como jornalista, apresentador e radialista, nos principais veículos de comunicação do país. Antes do acidente que o vitimou, trabalhava como diretor de jornalismo na Band e como âncora em diversos jornais do Grupo Bandeirantes de Comunicação.
Ricardo Eugênio Boechat (Buenos Aires, 13 de julho de 1952 – São Paulo, 11 de fevereiro de 2019) atuou como jornalista, apresentador e radialista, nos principais veículos de comunicação do país. Antes do acidente que o vitimou, trabalhava como diretor de jornalismo na Band e como âncora em diversos jornais do Grupo Bandeirantes de Comunicação.
Ricardo Eugênio Boechat (Buenos Aires, 13 de julho de 1952 – São Paulo, 11 de fevereiro de 2019) atuou como jornalista, apresentador e radialista, nos principais veículos de comunicação do país. Antes do acidente que o vitimou, trabalhava como diretor de jornalismo na Band e como âncora em diversos jornais do Grupo Bandeirantes de Comunicação.
Ricardo Eugênio Boechat (Buenos Aires, 13 de julho de 1952 – São Paulo, 11 de fevereiro de 2019) atuou como jornalista, apresentador e radialista, nos principais veículos de comunicação do país. Antes do acidente que o vitimou, trabalhava como diretor de jornalismo na Band e como âncora em diversos jornais do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, morreu na queda de um helicóptero nesta segunda-feira (11/02/2019), em São Paulo.

Boechat voltava de um evento Campinas, a cerca de 100 km da capital paulista, quando a aeronave em que estava caiu no Rodoanel, na Grande São Paulo.

No evento, voltado para funcionários da farmacêutica Libbs, o jornalista participou de uma conversa com o presidente da empresa, Alcebíades de Mendonça Athayde Junior. Devido à tragédia, a programação da convenção foi cancelada nesta tarde.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave onde Boechat estava caiu no km 7 da pista, no sentido da rodovia Castello Branco, e o acidente também envolveu um caminhão. O motorista da carreta foi socorrido com ferimentos leves por uma equipe de socorristas da própria concessionária que administra a via.

O Capitão Augusto Paiva, da Polícia Militar Rodoviária de São Paulo, disse que o helicóptero fazia um pouso de emergência quando foi atingido pelo caminhão que tinha acabado de passar pelo pedágio pela faixa do Sem Parar.

No momento em que o resgate chegou, os bombeiros apagaram o fogo do helicóptero e bloquearam o trânsito da rodovia. O local continua fechado para o tráfego e está sendo avaliado pela perícia da Polícia Civil e da Aeronáutica.

Segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Ronaldo Quattrucci era o piloto do helicóptero que também morreu no acidente.

Quattrucci também era um dos donos da empresa RQ Serviços Aéreos.

A aeronave

Também segundo os bombeiros, a aeronave onde estava Boechat era do modelo BELL 206B, com o prefixo PT-HPG. A empresa proprietária do equipamento é a RQ Serviços Aéreos Especializados.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronava estava em situação regular, com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção em dia até maio de 2019. O monomotor tinha capacidade máxima de quatro passageiros mais a tripulação.

Ainda segundo a Anac, as investigações sobre as causas do acidente estão sendo conduzidas pelo Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), do Comando da Aeronáutica.

De acordo com a Força Área Brasileira, a primeira etapa do processo de investigação é coletar dados – tirar fotografias da cena do acidente, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de testemunhas.

O objetivo, segundo a FAB, é prevenir que novos acidentes do tipo ocorram.

Biografia

Filho de um diplomata brasileiro, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 1952 em Buenos Aires, na Argentina.

Segundo o Portal dos Jornalistas, ele começou a carreira no Rio de Janeiro em 1970 no Diário de Notícias, quando trabalhou para o colunista social Ibrahim Sued.

Em 1983, mudou-se para O Globo, onde se tornou colunista, até ser convidado pelo então governador do Rio, Moreira Franco, para chefiar a Secretaria de Comunicação do Estado, em 1987.

Após deixar o cargo no governo, passou pelo Jornal do Brasil e pela sucursal carioca de O Estado de São Paulo.

Desde 2006, trabalhava para o grupo Band como apresentador de rádio e TV e, a partir de 2015, passou a assinar colunas na revista Istoé Independente.

Ao longo da carreira, ganhou algumas das principais premiações do jornalismo brasileiro, entre os quais três Prêmios Esso e nove prêmios Comunique-se.

*Com informações da BBC News.


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