Após exaltar ditador, presidente Jair Bolsonaro é convidado a passar noite nos Arquivos do Terror

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante entrevista para Bloomberg, em Davos, na Suíça, em 23 de janeiro de 2019.
Jair Bolsonaro, presidente da República.
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante entrevista para Bloomberg, em Davos, na Suíça, em 23 de janeiro de 2019.
Jair Bolsonaro, presidente da República.

O ativista de direitos humanos paraguaio, Martín Almada, fez um convite a Bolsonaro para que passasse uma noite nos Arquivos do Terror, local no Paraguai onde ficam os documentos oficiais que mostram a repressão policial durante o governo de Alfredo Stroessner, ditador que Jair elogiou e chamou de “estadista” durante um evento na hidrelétrica de Itaipu.

O convite foi uma resposta aos elogios feitos ao ditador por Bolsonaro que chegou a dizer que Alfredo “sabia perfeitamente o que queria para o país”.

“Como vítima da Operação Condor, me horroriza escutar Bolsonaro falar bem de Stroessner”, declarou Martín  à Agência Efe Almada. Ele foi preso e torturado, entre 1974 e 1977, pelo regime paraguaio.

Almada também lamentou que mesmo em uma “época de democracia e direitos humanos” um presidente haja assim na “contramão” dos movimentos sociais.

Os Arquivos do Terror contam com 65 mil documentos, além de arquivos em áudio e fotos que mostram a repressão durante o regime. Também constam evidências de desaparecimentos e assassinatos de diplomatas brasileiros.


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