TVE Bahia exibe filme inédito ‘A Última Clandestina’, baseado na obra de Emiliano José

Cartaz anuncia exibição do documentário ‘A última Clandestina’.
Cartaz anuncia exibição do documentário ‘A última Clandestina’.
Cartaz anuncia exibição do documentário ‘A última Clandestina’.
Cartaz anuncia exibição do documentário ‘A última Clandestina’.

O documentário ‘A última Clandestina’ conta história da ex-militante de esquerda, da Ação Popular (AP), Maria José Malheiros, que fugiu para a Bahia no governo militar. O filme, dirigido por Jorge Filipe, baseado no livro “A última clandestina em Paris e outras histórias”, do escritor e jornalista Emiliano José, será exibido na TVE Bahia neste sábado (30/03/2019), às 22h, com horário alternativo no domingo (31), às 18h30.

“A exibição deste filme vem a calhar para o momento que nós estamos vivendo no Brasil. É trágico que um Presidente da República mande celebrar a ditadura militar, que durante 21 anos trouxe mortes, torturas, desaparecimento de pessoas, sangue e terror para o país”, critica Emiliano. Segundo o jornalista, a exibição do filme serve como lembrança de um período de autoritarismo que não deve ser esquecido. “É um momento especial de celebração pela atitude da TVE de colocar o filme no ar e serve para mostrar que há os que não se esquecerão no que significou aquele período para vida brasileira”, comemora.

Vivendo por 40 anos com nome falso, a ex-militante foi batizada como Maria Neide Araújo Moraes, mas mudou o nome, inicialmente pela sobrevivência, após ser considerada a mais perigosa do seu grupo de militantes durante a ditadura, em 1964, e depois pela estabilidade da vida no exílio. Presa diversas vezes, sendo a primeira delas aos 15 anos pelas atividades de militância que desenvolvia, entrou para a clandestinidade e, em Salvador, formou-se em arquitetura.

Na história, Emiliano resgata os deslocamentos de Maria José por cidades brasileiras na mira dos militares. Quando decidiu sair do país para não ser presa, constituiu nova família na França, mas a insegurança fez com que a militante só contasse parte da sua história ao seu filho quando ele já tinha 17 anos. Perseguida pelo regime militar, a arquiteta e urbanista baiana decidiu em 2013 reabrir o processo de anistia, concedido em 1979 a todos os brasileiros punidos pelo regime militar, e pediu a regularidade definitiva de sua identidade.


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