
A Ford anunciou nesta terça-feira (09/04/2019) a abertura de programa de demissão voluntária para a fábrica de veículos em Camaçari, onde identificou no início do ano excedente de cerca de 700 trabalhadores.
O programa receberá adesões até 26 de abril, informou a Ford em comunicado à imprensa, sem revelar o total de funcionários que a medida pretende envolver.
“Essa medida tem como objetivo adequar o excedente da força de trabalho à atual demanda de mercado”, afirmou a Ford.
Segundo dados do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, a fábrica da Ford na cidade baiana emprega cerca de 9.000 trabalhadores diretos e indiretos em três turnos.
A Ford informou que a fábrica de Camaçari emprega 7.400 funcionários diretos e indiretos em três turnos. A unidade produz o compacto Ka, o utilitário Ecosport e motores.
No primeiro trimestre, o Ka teve vendas de cerca de 24 mil unidades, praticamente estável sobre o volume comercializado um ano antes. Já o Ecosport teve vendas de 7.600 unidades no período ante 7.000 no primeiro trimestre de 2018, segundo dados da associação de concessionários de veículos, Fenabrave.
A Ford anunciou em fevereiro que vai fechar sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) até o final do ano. A unidade poderá ser vendida ao grupo Caoa.
Política de desinvestimento
A abertura comercial com o México, possibilitando que carros montados no país possam ser exportados sem tributos para o Brasil foi criticada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), que alertou o Governo Bolsonaro sobre impactos negativos da medida na indústria nacional.
No contexto, o fato exemplifica como a política liberal do governo do presidente Jair Bolsonaro, conjugada com a falta de um projeto de país, conduz a Nação a um desastre socioeconômico sem precedentes.
Os dados econômicos iniciais apontam para crescente perda da participação da indústria nacional na formação do Produto Interno Bruto (PIB). Outro elemento que indica aspectos negativos da economia diz respeito a paralisia das obras públicas e a falta de investimento estatal em diversos setores.
Soma-se ao trágico início do Governo Bolsonaro a inapetência de ministros para a gestão pública, a exemplo do que ocorre no Ministério da Educação (MEC), cujo chefe da pasta foi substituído com 100 dias de governo e cujas medidas adotadas até o momento se configuram em grave retrocesso para a formação do pensamento nacional e independência científica e tecnológica do país.
O resultado da perversa combinação entre liberalismo econômico, desinvestimento e governo inapetente resulta no aumento da pobreza no Brasil.
Observa-se, por fim, que a tragédia que atinte o povo brasileiro é ainda maior se levar em consideração o poder econômico do país, que é uma das 10 nações mais ricas do mundo.
*Com informações do Jornal Folha de S.Paulo.
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