Jornalista William Waack palestra em Feira de Santana e promove desinformação do público participante da edição 2019 do Encontro de Revendedores de Combustíveis

Jornalista William Waack palestra em Feira de Santana e erra na análise de conjuntura do Governo Bolsonaro.
Jornalista William Waack palestra em Feira de Santana e erra na análise de conjuntura do Governo Bolsonaro.
Jornalista William Waack palestra em Feira de Santana e erra na análise de conjuntura do Governo Bolsonaro.
Jornalista William Waack palestra em Feira de Santana e erra na análise de conjuntura do Governo Bolsonaro.

Questionado por um dos participantes do Encontro de Revendedores de Combustíveis da Bahia, durante evento ocorrido nesta sexta-feira (17/05/2019), em Feira de Santana, se antevia o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, o jornalista William Waack disse “que isto não estava no radar”. A declaração do jornalista evidencia elevado grau de desinformação sobre o cenário político e econômico do país. Conforme observa-se a seguir:

— Na sexta-feira (17), a cotação do dólar alcançou R$ 4,10, uma matéria veiculada no site Infomoney relatava o isolamento do Governo junto ao Congresso Nacional e informava que líderes de partidos formaram grupo para acelerar a Reforma da Previdência, independente do Governo Bolsonaro. Além destes fatores, dados estatísticos apontaram para recessão econômica registrada no primeiro trimestre de 2019, aumento do desemprego e do endividamento dos consumidores.

— O jornal Financial Times avaliou, em matéria veiculada na sexta-feira (17), que o presidente Jair Bolsonaro é um pária entre os liberais. Na quarta-feira (15), milhões de estudantes e professores promoveram protestos contra o desgoverno Bolsonaro e a política de cortes nos recursos destinados à educação. Na mesma quarta-feira (15), o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou “sérios indícios de lavagem de dinheiro” em transações imobiliárias para embasar pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro e de mais 94 pessoas ou empresas ligadas a ele, cujos relatos estão pormenorizados em matérias  dos veículos de comunicação Folha de S. Paulo, Estadão, Veja, IstoÉ e outros.

Em síntese, de uma retomada econômica herdada no final do Governo Temer, a gestão do presidente Jair Bolsonaro desgovernou a nação promovendo recessão econômica, ampliando o desemprego, acentuando os níveis de pobreza do povo e observando casos de corrupção envolverem familiares em primeiro grau. No contexto, a conjunção dos fatos culminou no final da segunda semana de maio de 2019 com a palavra impeachment sendo verbalizada como um ‘Imperativo Categórico’ para retomar a governança do Brasil.

Por fim, diversamente da prosaica e idílica percepção de William Waack sobre a conjuntura socioeconômica do Governo Bolsonaro, a análise recorrente feita por cientistas sociais e jornalistas é de que Jair Bolsonaro não reúne as competências necessárias a gerir um país complexo como o Brasil, sendo, o mesmo, qualificado por diversos pensadores como um ‘Analfabeto Funcional na Presidência’, cuja política conduz a nação para crescente desastre econômico e social.

 

veículos de comunicação debatem impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Assunto é pautado ao final da segunda semana de maio de 2019.
Diversamente do pensa William Waack, veículos de comunicação debatem impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Assunto é pautado ao final da segunda semana de maio de 2019.
O cientista político Octavio Amorim Neto, da Ebape/FGV, do Rio de Janeiro, nota que, em poucos mais de cinco meses, o governo de Jair Bolsonaro detém os quatro elementos clássicos que a literatura acadêmica revela serem as condições para impeachment ou outras formas de destituição de presidentes na América Latina: manifestações maciças de rua, recessão econômica, posição frágil e minoritária no Congresso Nacional e envolvimento em escândalo de corrupção.
O cientista político Octavio Amorim Neto, da Ebape/FGV, do Rio de Janeiro, nota que, em poucos mais de cinco meses, o governo de Jair Bolsonaro detém os quatro elementos clássicos que a literatura acadêmica revela serem as condições para impeachment ou outras formas de destituição de presidentes na América Latina: manifestações maciças de rua, recessão econômica, posição frágil e minoritária no Congresso Nacional e envolvimento em escândalo de corrupção.

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