
Em março de 2019, na Bahia, 6 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2018.
A única alta veio do segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,8%), enquanto as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo se mantiveram estáveis (0,0%).
Os recuos nas vendas foram maiores nos setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-57,8%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-26,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-10,7%). Porém, levando em conta o peso de cada atividade na estrutura do varejo baiano, os recuos em vestuário e livros foram, nessa ordem, os que mais contribuíram para o resultado negativo do comércio como um todo, em março.
O segmento de vestuário apresentou sua primeira retração no ano e ainda fechou o primeiro trimestre de 2019 com uma variação positiva nas vendas (0,5%). Já as vendas de livros mantiveram a forte trajetória de queda iniciada em julho de 2018, aumentando o ritmo em relação a janeiro e fevereiro e acumulando recuo de 51,1% nos três primeiros meses de 2019.
Dentre os segmentos com resultados negativos em março, vale ressaltar também a queda nas vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,3%). Foi a primeira retração para essa atividade depois de quase dois anos de altas seguidas (vinha crescendo mês a mês desde maio de 2017). O segmento tem participação importante das vendas nos grandes sites de compras e havia sido, por muito tempo, uma das principais influências positivas para o varejo baiano como um todo.
Com quedas nas vendas de automóveis (-16,5%) e material de construção (-9,9%), varejo ampliado na Bahia recua 8,0% em março 19/ março 18
Em março, na Bahia, o comércio varejista ampliado também teve resultados negativos e piores que os do varejo restrito.
Frente a fevereiro (série com ajuste sazonal), as vendas do varejo ampliado recuaram 0,7%, um desempenho pior que a média nacional (+1,1%). Já na comparação com março de 2018, as vendas do varejo ampliado na Bahia caíram 8,0%, recuando mais que o dobro da média (-3,45%) e mostrando o terceiro pior desempenho entre os estados, acima apenas de Alagoas (-9,7%) e Paraíba (-10,6%).
O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.
Na comparação com março de 2018, esses dois segmentos voltaram a cair de forma significativa, após terem avançado em fevereiro. As vendas de veículos tiveram recuo de 16,5%, e as de materiais de construção caíram 9,9%.







