Ações estratégicas para a caprinovinocultura baiana são debatidas em Salvador

Ações estratégicas para a caprinovinocultura baiana são debatidas em Salvador.
Ações estratégicas para a caprinovinocultura baiana são debatidas em Salvador.

Uma reunião de alinhamento e articulação das ações de apoio à caprinovinocultura, nos Territórios Bacia do Jacuípe, Sertão do São Francisco, Piemonte Norte do Itapicuru, Sisal, Velho Chico e Médio Rio de Contas, foi realizada, nesta quarta-feira (22/05/2019), no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

A ação, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), contou com a participação de dirigentes e equipe técnica da SDR, de organizações produtivas da agricultura familiar e representantes de organizações de assistência técnica. O objetivo é construir um arranjo institucional para o desenvolvimento deste sistema produtivo, a partir do cenário atual e das perspectivas de mercado em cenários futuros. A cadeia produtiva da caprinovinocultura abrange cerca de 20 mil famílias, que recebem apoio do Estado.

Ademilson Santos, superintendente de Agricultura Familiar (Suaf/SDR), observou que o maior desafio é o processo de comercialização da produção, e que a partir do que foi debatido na reunião será realizado um encontro para a construção de um plano territorial dessa cadeia produtiva: “Já está previsto, para o próximo mês de junho, um encontro para a ampliação desse debate, envolvendo instituições financeiras, universidades, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e outros segmentos que atuam nesta atividade. A ideia é construir o arranjo produtivo da caprinovinocultura, pensando também em estruturar o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) nos municípios, além de encontrar soluções para outros desafios”.

De acordo com Valério Rocha, presidente da Cooperativa Agropecuária Sertão Forte do Município de Casa Nova, a perspectiva com o novo arranjo produtivo que está sendo construído é de ter a oportunidade de escoar a produção: “Em nosso município a questão da comercialização ainda é muito complicada, muito difícil, por meio de atravessador. Então, os produtores, com esse formato de venda, estão se desestimulando, porque o nosso produto não tem valor agregado, mas, com esse novo arranjo, a gente espera que consiga comercializar nossos produtos e nossos animais com valor justo”.

Durante a reunião foi apresentada a estratégia das cooperativas Agroindustrial de Pintadas (COOAP) e de comercialização FrigBahia, que estão mostrando o potencial dessa cadeia produtiva e abrindo as portas para o mercado. Em Pintadas são comercializados cerca de 1.200 animais por mês, podendo chegar a até quatro mil, com um trabalho que potencializa a atuação de outros frigoríficos, atendendo a demandas de outros territórios, como os de Irecê, Velho Chico, Sertão do São Francisco e Sisal.

Na programação, que contou com um debate sobre os desafios e potencialidades do sistema produtivo da caprinovinocultura, para uma ação estratégia governamental, foi realizada uma breve apresentação do cenário atual da Bahia e um balanço dos investimentos da SDR, por meio de projetos como o Pró-Semiárido e Bahia Produtiva, executados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e outras ações realizadas pela Suaf, como a do projeto de segurança alimentar do rebanho, e pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), com a assistência técnica e extensão rural (Ater).

Entre as ações realizadas pela SDR estão a implantação e/ou estruturação de agroindústrias de beneficiamento, melhoramento genético, Ater, ações voltadas para a segurança alimentar do rebanho, entregas de máquinas forrageiras e implementos agrícolas, e apoio à comercialização


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