
“Criança não trabalha, criança avança, cresce, estuda e se diverte”. Este foi o grito de guerra dos estudantes da Escola Municipal João Duarte Guimarães, do Distrito de Humildes, em Feira de Santana durante a mobilização pelo Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, transcorrido nesta quarta-feira, 12. A ação integrou as atividades do Prêmio MPT na Escola 2019, do Ministério Público do Trabalho, que reúne 15 unidades de ensino da Rede Municipal de Educação.
A iniciativa é do MPT, com o apoio do Governo do prefeito Colbert Martins Filho através das secretarias municipais de Educação e Desenvolvimento Social. O objetivo do prêmio é promover a conscientização e sensibilizar a comunidade escolar sobre os riscos do trabalho infantojuvenil. As escolas foram escolhidas com base em 15 áreas localizadas próximas aos Centros de Referência de Assistência Social, CRAS, do município.
As escolas foram orientadas a realizar mobilizações de diferentes tipos, com propostas lúdicas e de conscientização para os estudantes. Na João Duarte, os estudantes fizeram apresentações culturais, com dramatizações, paródias e declamação de poesia. Ao final, alunos e professores se reuniram em um protesto, empunhando cartazes pela área da unidade de ensino.
A preparação para as atividades foi de forma interdisciplinar. Os estudantes tiveram contato com a temática nas aulas de Artes, Língua Portuguesa, História e até mesmo Matemática.
“Sabemos que o trabalho infantil é uma questão cultural enraizada na nossa comunidade”, destaca a professora Jucinalda da Paz Lacerda, diretora da escola. “Começamos com a conscientização desde o mês de abril e, desde então, ouvimos diversos relatos de crianças que trabalham com intuito de ajudar os pais. Todos consideram isso normal. Precisamos esclarecer para eles que isto não é bom para o futuro da criança e falar das consequências”, alerta.
Segundo Jucinalda, o trabalho pode expor crianças e adolescentes a situações de vulnerabilidade, além de atrapalhar o desenvolvimento deles. “Ficam muito expostos e frequentam menos a escola, costumam se sentir mais cansados e não rendem como deveriam. Uma das consequências são as situações de distorção idade-ano”, atesta.
Parte dos estudantes reconhece os riscos. “Já acompanhei minha mãe algumas vezes no trabalho durante os sábados, mas nunca em dia de aula. Sei que tem crianças em situações que não deveriam estar e que ajudar nossos pais não pode atrapalhar nossos estudos e nossa vida”, opina Alisson da Conceição Soares, do 4º ano.
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