Presidente do BNDES está com “cabeça a prêmio”, diz Jair Bolsonaro; Ações do governante se assemelham ao ‘Rei Louco’ de Games of Thrones, cujo solo em que pisava era calcinado pelas maldades que engendrava

Joaquim Levy (1º da esquerda) e Jair Bolsonaro (ao centro). Ações do governante se assemelham ao 'Rei Louco' de Games of Thrones, onde o solo em que pisa é calcinado pelas sandices que promulga.
Joaquim Levy (1º da esquerda) e Jair Bolsonaro (ao centro). Ações do governante se assemelham ao ‘Rei Louco’ de Games of Thrones, onde o solo em que pisa é calcinado pelas sandices que promulga.

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (15/06/2019) que o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, “está com a cabeça a prêmio há algum tempo”.

Bolsonaro falou com jornalistas quando deixava o Palácio da Alvorada para a Base Aérea de Brasília, de onde embarca para agenda no Rio Grande do Sul: “Estou por aqui com o Levy”, afirmou o presidente.

Joaquim Levy (primeiro à esquerda) tomou posse em janeiro, junto com demais presidentes de bancos públicos – Marcelo Camargo/Agência Brasil
O motivo do descontentamento, disse Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES. Para Bolsonaro, o nome não é de confiança, e “gente suspeita” não pode ocupar cargo em seu governo.

“Eu já tô por aqui com o Levy, falei para ele: ‘demita esse cara na segunda-feira ou eu demito você sem passar pelo Paulo Guedes‘”, disse Bolsonaro.

O presidente acrescentou que, em sua visão, Levy não está sendo leal. “[Ele] Já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito. Ele tá com a cabeça a prêmio há algum tempo”.

Levy assumiu a presidência do BNDES em janeiro.

Moro

Questionado sobre sua confiança no ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que é alvo de vazamentos de conversas que teria mantido quando era juiz com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, Bolsonaro diz ter “zero” ressalvas.

“Quanto a minha pessoa zero, zero”, disse ele. “Moro foi o responsável não de botar um ponto final, mas de buscar uma inflexão na questão da corrupção, diminuindo drasticamente”, acrescentou o presidente.

Ele ressalvou, contudo, que ninguém pode contar com 100% de confiança. “Eu não sei das particularidades da vida do Moro, eu não frequento a casa dele, ele não frequenta minha casa, mas mesmo assim meu pai dizia pra mim: confie 100% só em mim e na mãe”.

Como exemplo, o presidente citou a demissão do general Santos Cruz da Secretaria de Governo, o que deve ter “surpreendido” muita gente, afirmou. Ao ser questionado, o presidente negou que a causa da dispensa tenha sido verbas de comunicação. “É fakeessa informação de que o Santos Cruz teria tocado nisso”, disse.

Previdência

O presidente comentou também o parecer do relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado na quinta-feira. “[Com] a proposta que tá aí, o meu governo está garantido. A crise virá para 2023, 2024. A gente não quer deixar para o futuro governo que me suceder essa dor de cabeça da Previdência, não podemos continuar vivendo esse fantasma, nessa agonia”, disse.

Bolsonaro afirmou que “a bola está com o parlamento”, antes de concluir dizendo que “nós temos uma chance ímpar de tirar o Brasil do caos econômico que se aproxima”.

Solo calcinado

A tragédia da vida imita a arte, neste caso, a série de TV ‘Games of Thrones’, cujo personagem ‘Rei Louco’, após calcinar o solo dos ‘7 Reinos de Westeros’, fez com que o mais fiel dos guardas o apunhalasse pelas costas, como um gesto de contenção da esquizofrenia do governante real, cujos atos levava à morte os súditos do reino e os mais fieis vassalos.

A analogia entre o ‘Rei Louco’ e o ‘Presidente Insano’ é uma metáfora que exemplifica a inconsistência mental de Jair Bolsonaro no comando da Nação, cujas ações têm conduzido o Brasil a grave retrocesso socioeconômico e ambiental e a instabilidade política.


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