BC aumentará uso de reservas internacionais para intervir no câmbio; Órgão venderá mais US$ 11,6 bilhão no mercado à vista

Banco Central DO Brasil liquida reservas internacionais em dólar. Governo Bolsonaro tem dificuldade em dinamizar economia.
Banco Central DO Brasil liquida reservas internacionais em dólar. Governo Bolsonaro tem dificuldade em dinamizar economia.

Depois de começar a usar os dólares das reservas internacionais para intervir no câmbio, o Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (23/08/2019) à noite que ampliará a estratégia. Ao longo de setembro, a autoridade monetária vai trocar US$ 11,6 bilhões de contratos de swap (venda de dólares no mercado futuro) em circulação no mercado por recursos das reservas externas.

Desde quarta-feira (21), o BC está vendendo até US$ 550 milhões por dia das reservas internacionais para segurar o câmbio. As operações são feitas de forma conjugada com swaps cambiais reversos (compra de dólares no mercado futuro) no mesmo valor, para manter a posição cambial (confronto entre os contratos cambiais e os dólares comprados e vendidos) da autoridade monetária.

Até o início desta semana, o Brasil possuía US$ 388 bilhões em reservas internacionais, que funcionam como um seguro para o país em momentos de choques externos. O BC usava exclusivamente os contratos de swap cambial para atuar no mercado futuro e segurar o dólar em momentos de volatilidade. Esse tipo de operação não altera as reservas internacionais, mas pressiona os juros da dívida pública, aumentando o endividamento do governo.

A autoridade monetária, no entanto, começou a mudar a estratégia. Entre os dias 21 e 29 deste mês, o BC venderá até US$ 3,845 bilhões das reservas. Com os US$ 11,6 bilhões a serem vendidos, as reservas serão reduzidas para US$ 372,56 bilhões até o fim de setembro. A venda direta de moeda norte-americana reduz o seguro externo contra crises, mas diminui os juros da dívida pública num momento de dificuldades fiscais.

Nesta sexta-feira, o dólar fechou em R$ 4,124, na maior cotação em quase um ano, em meio ao acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

*Com informações da Agência Brasil.


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