Deputados criticam queimadas na Amazônia; Governo Bolsonaro age como genocida do meio ambiente

Sessão do Plenária da Câmara dos Deputados foi pautada por críticas às queimadas na Amazônia. Governo Bolsonaro atua como genocida do meio ambiente.
Sessão do Plenária da Câmara dos Deputados foi pautada por críticas às queimadas na Amazônia. Governo Bolsonaro atua como genocida do meio ambiente.

O avanço de queimadas na região amazônica e a política ambiental do governo Bolsonaro foram alvo de críticas no Plenário da Câmara dos Deputados. O tom dos discursos foi majoritariamente de alerta para os efeitos da degradação.

Integrante da Frente Parlamentar Ambientalista, o deputado Airton Faleiro (PT-PA)ressaltou que o grupo e a Comissão de Meio Ambiente da Câmara receberam nesta quarta-feira (21/08/2018) um abaixo-assinado com mais de 1 milhão brasileiros pedindo providências do Congresso para garantir a preservação da Amazônia.

Airton Faleiro destacou que os agricultores que aderirem à política de degradação poderão ser prejudicados no cenário internacional. “Essa é uma canoa furada, que vai levar o Brasil a perder contratos no exterior. Somos defensores de uma política equilibrada do ponto de vista social e ambiental”, disse.

O temor de um eventual boicote internacional e o impacto da nuvem de fumaça resultante das queimadas levaram o líder do Podemos, deputado José Nelto (Pode-GO), a sugerir uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as queimadas na região amazônica.

Investimentos na Amazônia

O deputado Sidney Leite (PSD-AM) cobrou o desenvolvimento de uma política que invista na Amazônia, com incentivo à tecnologia para que a agricultura não utilize queimadas.

Para ele, não basta pensar a fauna e a flora, mas também as pessoas que moram na região e cobram meios de sustento, regularização fundiária, entre outros. “Não somos a favor do desmatamento ilegal, mas não haverá desenvolvimento sustentável sem desenvolvimento econômico”, disse Leite.

Fiscalização

O deputado Marcon (PT-RS) cobrou a reestruturação dos institutos que fiscalizam as queimadas e os desmatamentos que, segundo ele, aumentaram 82% neste ano. Já o deputado Professor Israel Batista (PV-DF) criticou as declarações de Jair Bolsonaro, que acusou organizações não governamentais internacionais de provocarem incêndios na Amazônia.

“A floresta começou a pegar fogo durante a campanha presidencial, com o discurso antifloresta, anti-meio ambiente, anti-Ibama, anti-ONGs. É esse discurso que autoriza, moralmente, as pessoas a cometerem crimes”, afirmou.

Quem também adotou tom crítico contra a política ambiental de Bolsonaro foi o deputado Alexandre Frota (SP). Ele foi expulso do PSL e agora está filiado ao PSDB. Em vários pronunciamentos, Frota criticou as declarações do presidente que negaram o desmatamento. Ele também condenou a sugestão sobre usar o banheiro em dias alternados para salvar o meio ambiente.

*Com informações da Agência Câmara.


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