Economia do Brasil luta após contração

A economia do Brasil recuou no primeiro trimestre de 2019. É um sinal agourento de que as condições econômicas ainda são frágeis em um país que era muito promissor até menos de uma década atrás. A sorte dos consumidores no Brasil também não mudou muito ao longo do ano passado, tendo que recorrer a empréstimos em empresas como https://moneyman.com.br.

Eles estão em um ambiente de baixo crescimento, com pouco a mostrar em termos de ganhos e alta da oferta de emprego. Naturalmente, em um cenário caracterizado por demanda fraca, as empresas não preencheram a lacuna com maiores gastos de capital, especialmente porque ainda há muito espaço para utilizar o excesso de capacidade. A questão então é: como o Brasil pode reviver sua economia?

As expectativas de que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, fossem trazer um alívio econômico logo começaram a desmoronar. A maioria dos analistas reduziu pela metade suas expectativas de crescimento para o Brasil e agora acredita que um crescimento significativo não começará até 2020.

Economia recua em contração no primeiro trimestre

O PIB real do Brasil caiu 0,2% no primeiro trimestre de 2019, marcando um retorno à contração novamente após dois anos e revertendo de uma expansão de 0,1 por cento no trimestre anterior. O declínio do PIB logo no início do ano não é bom para uma economia que tenta se livrar de quase cinco anos de atividade econômica moderada, incluindo dois anos de contração anual do PIB em 2015 e 2016, e apenas 1,1% de crescimento anual no PIB. anos subsequentes.

No primeiro trimestre de 2019, os componentes-chave da economia do Brasil mais uma vez não conseguiram subir. Enquanto as exportações e os investimentos caíram, o crescimento do consumo privado desacelerou pelo segundo trimestre consecutivo.

O investimento, que sofreu nos últimos anos, voltou a estar em um território instável no primeiro trimestre, provavelmente como reflexo da demanda fraca e da confiança moderada dos negócios na economia. A formação bruta de capital fixo caiu 1,7%, a segunda contração trimestral consecutiva.

A pressão sobre os consumidores continua, com o crescimento do consumo privado desacelerando para 0,3% no último trimestre, de 0,5% no quatro trimestre de 2018. Nesse cenário, um aumento na demanda externa teria ajudado, mas isso não aconteceu. As exportações caíram 1,9%, revertendo de dois trimestres anteriores de expansão. E a economia teria se saído pior se não houvesse um aumento no consumo do governo no primeiro trimestre.

Alto desemprego

Os trabalhadores brasileiros são os que pagam o preço. O número de desempregados aumentou de 7,6 milhões em 2012 para 13,4 milhões neste ano. A pesquisa oficial de desemprego mostra que 28,3 milhões de pessoas estão subutilizadas — o que significa que elas não estão trabalhando ou trabalhando menos do que poderiam. Há menos pessoas com empregos formais, enquanto os salários mal conseguem acompanhar a inflação, que tem sido brutal. Desde o início da recessão do Brasil há quatro anos, os preços subiram 25%.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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