Lançado em 1973 por Olney São Paulo, documentário ‘Como nasce uma cidade’ apresenta atualidade narrativa sobre a fundação e o desenvolvimento de Feira de Santana

Lançado em 1973 pelo cineasta Olney São Paulo, o documentário ‘Como nasce uma cidade: Feira de Santana, 100 anos de existência’ mantém atualidade narrativa e conexão com o presente, quase meio século após ser produzido e divulgado.

Com duração de 10 minutos, a obra ‘Como nasce uma cidade’ foi gravada em preto e branco, com uso de filme 35 mm e narra na forma de filme-documentário o processo de fundação e desenvolvimento da cidade de Feira de Santana.

Um dos pontos de destaques do documentário de Olney São Paulo é a qualidade textual, que combinada com a narrativa fílmica, apresenta estética contemporânea do gênero.

Perfil do cineasta

Olney Alberto São Paulo nasceu em Riachão do Jacuípe, no dia 7 de agosto de 1936 e faleceu no Rio de Janeiro, em 15 de fevereiro de 1978.

O cineasta teve uma trajetória de vida que passou pela redação de jornais, setor bancário e, na condição de pensador social, foi perseguido político pela Ditadura Civil-Militar de 1964.

A paixão pelo cinema surgiu com a chegada a Feira de Santana da equipe do diretor Alex Viany, em 1954, para filmar o episódio “Ana” do filme Rosa dos Ventos (Die Windrose), com roteiro de Alberto Cavalcanti e Trigueirinho Neto. Olney engajou-se na equipe durante todo o tempo em que esteve em Feira de Santana, e acompanhou as filmagens e atuou como figurante em algumas cenas.

Em carta à Alex Viany, em 5 de novembro de 1955, escreveu: “Eu sou um jovem que tem inclinação invulgar para o cinema. Porém, como neste mundo aquilo que desejamos nos foge sempre da mão, eu luto com incríveis dificuldades para alcançar o meu objetivo”.

A vivência com o mundo do cinema iria marcar e definir a vida de Olney São Paulo, sendo reconhecido como cineasta da contracultura, cuja participação na vida cultural do país recebeu registro de Glauber Rocha (1939-1981) na obra ‘Revolução do Cinema Novo’:

— Olney é a Metáfora de uma Alegoria. Retirante dos sertões para o litoral — o cineasta foi perseguido, preso e torturado. A Embrafilme não o ajudou, transformando-o no símbolo do censurado e reprimido. “Manhã Cinzenta” é o grande filmexplosão de 1968 e supera incontestavelmente os delírios pequeno-burgueses dos histéricos udigrudistas (…) Panfleto bárbaro e sofisticado, revolucionário a ponto de provocar prisão, tortura e iniciativa mortal no corpo do artista.

Confira vídeo


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