Invasão a terras indígenas crescem sob o Governo de Jair Bolsonaro, diz conselho ligado à CNBB

Eles vêm entoando cantos, em danças cadenciadas. A pele é pintada e os corpos estão cobertos por vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos. Exibem a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou neste domingo (15/04/2019), com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará.
Com apoio do Governo Bolsonaro, Povos Originários tem direitos violados.

Dados preliminares divulgados nesta terça-feira (24/09/2019) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), apontam um aumento das invasões de terras indígenas nos nove primeiros meses do governo Jair Bolsonaro.

Segundo os dados da Cimi, entre janeiro a setembro foram registrados 160 “invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos diversos ao patrimônio” a 153 terras indígenas em 19 estados brasileiros. Em todo o ano de 2018 foram contabilizados 111 casos em 76 terras indígenas de 13 estados da federação.

O relatório do Cimi, intitulado “Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil – dados de 2018”, aponta que ano passado — portanto antes do atual governo — houve aumento do número de assassinatos de indígenas (135) em relação ao ano anterior (110).

De acordo com o Cimi, o tipo de invasões mudou nos últimos anos. Enquanto antigamente os invasores entravam na terra, roubavam madeira, exploravam minérios e depois, em algum momento, iam embora, agora tem havido a invasão com intenção de lotear e permanecer nos terrenos.

“Chama a atenção o aumento da prática ilegal de loteamento das terras indígenas, especialmente na região Norte”, diz o documento.

O relatório aponta ainda que das 1.290 terras indígenas no Brasil, 821 (63%) ainda tem alguma pendência para finalização do processo de demarcação e dentro dessas, 528 não teve qualquer providência tomada pelo estado.

O presidente Jair Bolsonaro já anunciou que não pretende demarcar ou finalizar a demarcação de quaisquer novas terras indígenas durante seu governo.

*Com informações de Ricardo Brito, da Agência Reuters.


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