
Reportagem de Bela Megale, publicada nesta terça-feira (15/10/2019) no Jornal O Globo, revela que o líder do PSL na Câmara, deputado Waldir Soares de Oliveira (Delegado Waldir, PSL-GO), disse que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o ex-assessor Fabrício Queiroz “devem preparar um cafezinho para receber a Polícia Federal em breve”.
Waldir afirmou que se o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e o presidente do PSL, Luciano Bivar, foram alvos da PF, e que “pela lógica os próximos devem ser Flávio e Queiroz”.
– Ou será que vai ser um tratamento diferenciado? – questionou o líder.
Ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, Queiroz fez movimentações suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão, segundo o Ministério Público.
O delegado Waldir disse ainda que quando quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou, na semana passada, que Bivar estava sujo, “ele já estava esperando a ação da PF contra o presidente do partido”.
– O presidente da República parece ter uma boa de cristal e já estava esperando essa operação. Acho que o Bivar deve ter aguardado os policiais com cafezinho e tapioca.
Extrema-direita conflagrada
As declarações do deputado Waldir são uma reposta a investigação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (15), com a finalidade de apurar possíveis delitos praticados por Luciano Bivar, deputado federal por Pernambuco e presidente nacional do PSL, no âmbito da Operação Guinhol, cujo objetivo é desvelar esquemas de candidaturas-laranjas promovidas pelo partido de extrema-direita.
Observa-se que a investigação contra Luciano Bivar, deputado federal por Pernambuco e presidente nacional do PSL, ocorre logo após conflito entre o presidente da legenda e o presidente Jair Bolsonaro.
No contexto, Luciano Bivar declarou que o partido iria auditar as contas da campanha eleitoral de 2018 de Jair Bolsonaro. Na sequência, ocorre uma investigação da PF, cujo comando é subordinado a Sérgio Moro, ministro da Justiça.








