Justiça manda soltar presa em Operação Spoofing; Polícia investiga invasão de celulares de autoridades; Revelações das mensagens hackeadas indicaram evidências de crimes de ex-juiz e membros da força-tarefa do Caso Lava Jato

A Operação Spoofing foi deflagrada em 24 de julho de 2019 pela PF, com a finalidade de prender suspeitos de invasão de autoridades, dentre elas, o ministro Sérgio Moro, ministro da Justiça do Governo Bolsonaro e Deltan Dallagnon, procurador da República e chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato.
A Operação Spoofing foi deflagrada em 24 de julho de 2019 pela PF, com a finalidade de prender suspeitos de invasão de autoridades, dentre elas, o ministro Sérgio Moro, ministro da Justiça do Governo Bolsonaro e Deltan Dallagnon, procurador da República e chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sediado em Brasília, concedeu liberdade a Suelen Priscila de Oliveira, uma das presas na primeira fase da Operação Spoofing, da Polícia Federal (PF), que investiga a invasão aos celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades.

A decisão foi informada no início da noite por um dos advogados da investigada. Segundo a defesa, o oficial de Justiça deverá cumprir o alvará de soltura ainda nesta quarta-feira (02/10/2019).

Suelen e os investigados Gustavo Henrique Elias Santos e Walter Delgatti Neto foram presos em julho por determinação da primeira instância da Justiça Federal em Brasília. Santos e Delgatti Neto continuam presos após o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, decretar a prisão preventiva dos dois.

A operação foi batizada de Spoofing, expressão relativa a um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

ORCRIM

Observa-se que, de maneira precisa, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes definiu os procuradores da República que atuam na força-tarefa do Caso Lava Jato como membros de uma sofisticada Organização Criminosa (ORCRIM), que age partidariamente, em busca de riqueza e poder pessoal. Na análise do membro do STF, Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro e ex-juiz da 13º Vara Federal de Curitiba, em associação com Deltan Dallagnol, procurador da República e chefe da força-tarefa do Caso Lava Jato, são parte do esquema criminoso.


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