China pode banir autores de Lei dos EUA que apoiam manifestantes de Hong Kong, diz editor do Global Times

Manifestantes em apoio a atos pró-democracia durante um comício na área de Kwun Tong, em Hong Kong, na quarta-feira (27/11/2019). Hong Kong foi atingida por meses de comícios em massa e violentos confrontos entre a polícia e manifestantes que exigem eleições populares diretas do governo do território chinês semiautônomo, bem como uma investigação sobre suposta brutalidade policial.
Manifestantes em apoio a atos pró-democracia durante um comício na área de Kwun Tong, em Hong Kong, na quarta-feira (27/11/2019). Hong Kong foi atingida por meses de comícios em massa e violentos confrontos entre a polícia e manifestantes que exigem eleições populares diretas do governo do território chinês semiautônomo, bem como uma investigação sobre suposta brutalidade policial.

A China está ponderando banir de seus territórios os autores da lei dos Estados Unidos que apoia manifestantes de Hong Kong, o que inclui a parte continental chinesa além de Macau e Hong Kong, disse o editor-chefe do Global Times, Hu Xijin, nesta quinta-feira (28/11/2019).

Hu, em um tuíte, não deu mais detalhes sobre a medida e não disse como obteve a informação. O Global Times é publicado pelo Diário do Povo, jornal oficial do governista Partido Comunista da China.

China alerta EUA de consequências por lei sobre Hong Kong

A China alertou os Estados Unidos nesta quinta-feira (28) de que irá adotar “contramedidas firmes” em resposta à legislação dos EUA apoiando manifestantes contrários ao governo em Hong Kong, e disse que tentativas de interferir na cidade comandada pela China estão destinadas a falhar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou em lei na quarta-feira uma legislação do Congresso que defende os manifestantes, apesar das objeções de Pequim, com a qual Trump busca um acordo para acabar com a guerra comercial.

A lei exige que o Departamento de Estado certifique, ao menos anualmente, que Hong Kong é autônomo o suficiente para justificar termos comerciais favoráveis com os EUA que ajudaram a cidade a se tornar um centro financeiro mundial

Também ameaça sanções por violações de direitos humanos.

Pequim alertou que os EUA devem arcar com as consequências das contramedidas da China se continuar a “agir arbitrariamente” em relação a Hong Kong, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

O vice-chanceler chinês, Le Yucheng, também convocou o embaixador norte-americano, Terry Branstad, nesta quinta-feira e exigiu que Washington pare imediatamente de interferir nas questões domésticas da China.

*Com informações de Jessie Pang e Cate Cadell, Clare Jim, Anne Marie Roantree,e Catherine Cadell, Huizhong Wu, Stella Qiu e Judy Hua, da Agência Reuters.


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