Operação Óbolo: PF cumpre mandados na 70ª fase da Caso Lava Jato; Ação investiga crimes de afretamento de navios pela Petrobras

Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) deflagram Operação Óbolo.
Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) deflagram Operação Óbolo.
Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) deflagram Operação Óbolo.
Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) deflagram Operação Óbolo.

Policiais federais cumprem hoje (18/12/2019) 12 mandados de busca e apreensão na 70ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Operação Óbolo. A ação busca coleta de provas para a investigação de crimes relacionados a contratos de afretamentos de navios pela Petrobras.

Dez mandados estão sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro, um em Niterói (RJ) e outro em São Paulo. A Polícia Federal (PF) investiga o envolvimento de empregados da Diretoria de Abastecimento e Logística e da Gerência de Afretamentos da estatal petrolífera com atos de corrupção e lavagem de dinheiro.

Também são investigadas pessoas e empresas que atuavam como intermediárias entre a estatal e as donas dos navios nesses contratos.

Segundo a PF, há suspeitas de que empresas tenham sido beneficiadas com informações privilegiadas acerca da contratação de navios para transporte de petróleo e derivados da Petrobras. Em troca dessas informações, que colocavam as empresas em vantagem competitiva, propinas eram pagas a funcionários da estatal.

A investigação

Maersk, Tide Maritime e Ferchem são as três empresas alvo de mandados de busca e apreensão em nova fase da operação Lava Jato deflagrada para aprofundar as investigações sobre contratos de afretamento de navios celebrados pela Petrobras, informou o Ministério Público Federal.

De acordo com o MPF, a força-tarefa da Lava Jato investiga suspeita de pagamento de subornos de ao menos 3,4 milhões de dólares em razão de 11 contratos da Maersk com a Petrobras (PETR4.SA) com valores totais de 592 milhões de reais.

As investigações mostram que três empresas estabeleceram mais de 200 contratos de afretamento com a estatal, entre os anos de 2004 e 2015, em valores que ultrapassaram R$ 6 bilhões.

Também são objeto de investigação contratos de afretamento celebrados pela Petrobras com intermediação de Tide Maritime e Ferchem, que figuram em contratos com vigência para além de 2020 em valores globais superiores a 100 milhões de dólares.

No total, entre 2002 e 2012, a Maersk e suas subsidiárias celebraram 69 contratos de afretamento com a Petrobras, no valor aproximado de 968 milhões de reais. Já a Tide Maritime figurou em 87 contratos de afretamento marítimo celebrados com a estatal, entre 2005 e 2018, totalizando cerca de 2,8 bilhões de reais, e a Ferchem intermediou ao menos 114 contratos de afretamento marítimo na Petrobras, num valor total superior a 2,7 bilhões de reais, entre 2005 e 2015, de acordo com o MPF.


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