Alvos da força-tarefa do Caso Lava Jato foram ex-presidente Lula e indústria nacional, revelaram análises das gravações da #VazaJato

Ex-presidente Lula é vítima de atos persecutórios da força-tarefa do Caso Lava Jato.
Ex-presidente Lula é vítima de atos persecutórios da força-tarefa do Caso Lava Jato.
Ex-presidente Lula é vítima de atos persecutórios da força-tarefa do Caso Lava Jato.
Ex-presidente Lula é vítima de atos persecutórios da força-tarefa do Caso Lava Jato.

“A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) atuou no último dia 27 de novembro de 2019 não como corte de Justiça, mas como um pelotão de fuzilamento contra o ex-presidente Lula”. Assim o Partido dos Trabalhadores reagiu ao resultado do julgamento, em Porto Alegre, que marcou nova agressão a Lula e à própria Justiça. A decisão do TRF-4 também tornou pública a retaliação aberta à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu liberdade ao ex-presidente.

A última manifestação do TRF-4 expôs a defensiva da operação Lava Jato, desmascarada pela defesa do ex-presidente, amplamente denunciada pela campanha #LulaLivre e ferida de morte pela #VazaJato. Iniciada em 9 de junho, o site The Intercept Brasil divulgou uma série de vazamentos de diálogos de integrantes da operação, que comprometeram a Lava Jato. A “série de reportagens mostra comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer, anunciaram os editores do site, Glenn Greenwald, Betsy Reed e Leandro Demori.

Ao longo das semanas seguintes, as denúncias evidenciaram o verdadeiro papel da Lava Jato e os objetivos de seus chefes, o juiz Sérgio Moro e os procuradores Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol. Além de afastar Lula do cenário político, a operação Lava Jato cumpriu o papel de aríete judicial para destruir a indústria nacional – em especial a construção civil e o setor de petróleo – e, com isso, abrir o mercado nacional para as empresas estrangeiras. Lula foi preso e sua candidatura “cassada”, Sérgio Moro se tornou ministro da Justiça de Bolsonaro e a economia nacional chegou ao fundo do poço.

“A Odebrecht não deve quebrar. Se quebrar, vamos nos deslegitimar”, chegou a alertar o procurador Marcelo Miller em umas das mensagens do Telegram divulgadas pela #VazaJato. Em encontro bancado pela XP Investimentos, o procurador Deltan Dallagnol reuniu-se com bancos que são réus em processo movido por acionistas dos Estados Unidos contra a Petrobras, de acordo com denúncia do site Consultor Jurídico. O método adotado pela Lava Jato também foi questionado pelo site Americas Quarterly que cobrou a irresponsabilidade frente a destruição das empresas e ao consequente desemprego.

“O crime maior da Lava Jato, além de ter perseguido, demolido pessoas sem provas, foi o fato de ter acabado com o emprego”, disse o senador Jaques Wagner (PT-BA). Em entrevista ao portal Uol, ainda na prisão, Lula disse que a Lava Jato deu “poder de Deus” a Moro, “destruiu a indústria da construção civil no Brasil” e deu “prejuízo de R$ 142 bilhões na economia brasileira”. Em 2014, no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, quando iniciaram as fases da Operação Lava Jato, o Brasil detinha a menor taxa de desemprego da história, 4,3%.

Esse cenário de terra arrasada foi registrado recentemente por um levantamento da Organização Mundial do Trabalho (OIT) que revela um crescimento de 94,9% da participação do Brasil no desemprego global entre 2009 e 2019. Com apenas 2,78% da população da Terra, o Brasil chegou ao final do ano de 2019 com 7,2% dos desempregados de todo o planeta. Em 2014, o País respondia por apenas 3,7% do desemprego no mundo.


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