Disseminação do coronavírus leva mundo a “território desconhecido”, diz OMS

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

O coronavírus está se espalhando muito mais rápido fora da China do que dentro do país atualmente, o que leva o mundo a um território desconhecido, mas o surto ainda pode ser contido, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (02/03/2020).

Soldados sul-coreanos com trajes protetores desinfectam prefeitura de Daegu, na Coreia do Sul, após rápido crescimento de casos do novo coronavírus 02/03/2020 REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Quase nove vezes mais casos foram relatados nas últimas 24 horas fora da China do que no país que foi a origem do surto, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando que agora o risco de o coronavírus se proliferar é muito alto em “nível global”.

Ele disse que os surtos na Coreia do Sul, Itália, Irã e Japão são a maior preocupação, mas que existem indícios de que os métodos de vigilância estão funcionando na Coreia do Sul, o país mais afetado fora a China, e que a epidemia ali pode ser contida.

“Estamos em território desconhecido —nunca vimos antes um patógeno respiratório que é capaz de transmissão comunitária, mas ao mesmo tempo pode ser contido com as medidas certas”, disse ele em um briefing em Genebra.

A luta contra o coronavírus deveria se tornar uma ponte para a paz, disse Tedros, elogiando os Estados Unidos por apoiarem o envio de ajuda médica ao Irã, apesar das tensões entre as duas nações.

Ministros das Finanças dos países do G7 devem realizar uma teleconferência na terça-feira para debater medidas para lidar com o impacto econômico, disseram três fontes à Reuters.

Os mercados mundiais de ações recuperaram alguma calma, já que as esperanças de que cortes nas taxas de juros globais suavizem o impacto econômico acalmaram os nervos após sua pior queda desde a crise financeira de 2008 na semana passada.

O total de mortes globalmente é de até 3.044, de acordo com uma contagem da Reuters. Uma autoridade de alto escalão dos EUA disse temer que os números em seu país, atualmente mais de 75 casos confirmados e duas mortes, possa disparar nas próximas semanas.

A quantidade de kits de exames disponíveis será acelerada nas próximas semanas, disseram autoridades. A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse que o risco para os norte-americanos ainda é muito baixo.

A Coreia do Sul teve 26 mortes e relatou outras 599 infecções nesta segunda-feira, o que eleva sua cifra para 4.335 após o maior salto diário até o momento, que ocorreu no sábado.

Wuhan, a cidade chinesa no centro da epidemia de coronavírus, fechou o primeiro de 16 hospitais construídos às pressas para tratar pessoas infectadas depois de dar alta aos últimos pacientes recuperados, noticiou a emissora estatal CCTV nesta segunda-feira.

A notícia do fechamento coincidiu com uma redução acentuada de casos novos na província de Hubei e em sua capital Wuhan, mas a China continua em alerta para as pessoas que voltam contaminadas de outros países onde a doença se disseminou.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou que o surto está encaminhando a economia mundial para sua maior retração desde a crise financeira global e exortou governos e bancos centrais a reagirem.

Por Stephanie Nebehay em Genebra, Hyonhee Shin e Jack Kim em Seul, Ju-min Park em Gapyeong, Ryan Woo, David Stanway, Se Young Lee, Emily Chow e Andrew Galbraith em Pequim, Leigh Thomas em Paris, Michelle Price em Washington, Leika Kihara em Tóquio, Jonathan Cable em Londree, Donny Kwok e Twinnie Siu em Hong Kong e Grant McCool em Washington


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