Pesquisador do Recôncavo da Bahia desenvolve alimentos funcionais para combater a desnutrição

O grão Kefir, que é pouco conhecido no Brasil e está entre os principais alimentos utilizados na pesquisa, possui diversos benefícios para a saúde e pode ser uma alternativa para combater taxas de fome.
O grão Kefir, que é pouco conhecido no Brasil e está entre os principais alimentos utilizados na pesquisa, possui diversos benefícios para a saúde e pode ser uma alternativa para combater taxas de fome.
O grão Kefir, que é pouco conhecido no Brasil e está entre os principais alimentos utilizados na pesquisa, possui diversos benefícios para a saúde e pode ser uma alternativa para combater taxas de fome.
O grão Kefir, que é pouco conhecido no Brasil e está entre os principais alimentos utilizados na pesquisa, possui diversos benefícios para a saúde e pode ser uma alternativa para combater taxas de fome.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou no ano passado que mais de 5 milhões de pessoas estão desnutridas e passam fome no Brasil. Na luta contra a fome, o pesquisador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Ferlando Santos, junto ao seu grupo de pesquisa, desenvolve diversos tipos de alimentos nutricionais, entre eles, o kefir, grão nutritivo pouco conhecido no país, que é fornecido gratuitamente a quem tiver interesse, juntamente com uma cartilha que demonstra como preparar receitas com a matéria-prima e seus benefícios.

Além de Ferlando, o pesquisador Edílson Pires e os estudantes Fernanda Mota, Iago Rios, Luma Fernanda Alves e Vanderleia Bomfim já possuem 12 produtos com pedido de patente em tramitação no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As pesquisas do kefir visam também popularizar o alimento na região, que é rico em probióticos e favorece o equilíbrio da flora intestinal. Os grãos dão origem a um leite fermentado que, na antiguidade, ficou conhecido como a “bebida do profeta”. Sua origem teve início nas montanhas do Cáucaso, localizadas na parte oriental da Ásia Central. Apesar de já ser popular na Europa, o alimento vem conquistando espaço no país aos poucos, devido ao valor nutritivo com substâncias que atuam principalmente no sistema digestivo.

De acordo com Ferlando, que também é membro da Academia de Ciências da Bahia (ACB), esses nutrientes podem ser encontrados em mercados, nos produtos industrializados, mas que costumam ter preços elevados que nem sempre são acessíveis à população. “Ao fornecer gratuitamente o grão, junto a uma cartilha com instruções de como utilizá-lo, possibilitamos acrescentar este produto funcional na alimentação diária da população brasileira, sobretudo nas famílias de baixa renda”, afirmou. O grupo desenvolve também um projeto de extensão em bairros do município de Santo Antônio de Jesus para ensinar preparo de alimentos com o kefir para as comunidades pobres da região. No futuro, eles esperam atender 12 mil pessoas.

Recentemente, no dia 11 de fevereiro, um dos trabalhos conseguiu a primeira patente, através da criação de uma barra de cereal com gérmen de soja e cobertura de alfarroba. A conquista rendeu à Instituição a sua primeira Carta Patente e consagra a relevância dessas pesquisas que já são desenvolvidas há cerca de oito anos. “O reconhecimento nos impulsiona a continuar buscando promover a ciência em prol de melhorias na sociedade e no avanço da qualidade de vida da população”, concluiu Ferlando.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br


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