O médico Ângelo Augusto destaca estudo realizada pelos pesquisadores dos Estados Unidos da América (EUA) — Jiong Wang, responsável pela Divisão de Nefrologia do Centro Médico da Universidade de Rochester e Martin S. Zand, professor do Instituto de Ciências Clínicas e Translacionais da Universidade de Rochester — no qual levantam a necessidade de investigar aspectos clínicos e biológicos da resistência antiviral entre crianças e jovens adultos nos casos de infecção pelo novo coronavírus e questionam sobre as dificuldades no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.
“No estudo discutimos as evidências para a Aumento Dependente de Anticorpo (ADE) no contexto da infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) e como isso pode afetar o desenvolvimento de uma vacina e terapias convalescentes sérias. Advertimos que este trabalho é uma hipótese e deve ser tomada como tal”, afirmam Jiong Wang e Martin Zand.
Segundo os pesquisadores, “há uma necessidade urgente de vacinas para induzir imunidade à cepa de coronavírus de 2019 (SARS-CoV-2). O desenvolvimento da vacina pode não ser simples, em parte, devido ao fenômeno de Aumento Dependente de Anticorpo (ADE). A resposta imune à infecção por coronavírus, ou a vacinação gera uma mistura de anticorpos IgG contra proteínas da superfície viral. Muitos desses anticorpos bloqueiam a infecção viral. No entanto, em alguns casos, complexos IgG, o vírus pode facilitar a entrada de infecção nas células por ADE, aumentando o risco e a gravidade da infecção. Este fenômeno ocorre na infecção e vacinação por SARS, MERS, HIV, Zika e vírus da dengue. Isto tem sido uma complexa barreira ao desenvolvimento de vacinas para essas infecções. A falta de IgG anti-Covid-19 de alta afinidade de anticorpos em crianças e adultos jovens podem explicar, em parte, a diminuição da gravidade da infecção nesses grupos”.
Ângelo Augusto — médico, pesquisador, doutor em saúde pública — avalia que, até o momento, não existe pesquisa que afirme, com segurança, que a produção de vacina, assim como a auto-imunização pelo contato com o vírus, pode ser indicada nos casos de infecção pelo novo coronavírus.
“Não há evidência científica que autorize o paciente curado a se expor ao risco de novas infecções, mesmo em pacientes jovens. O mesmo problema acontece, por exemplo, com o vírus da dengue, situação em que várias pessoas tiveram dengue por mais de uma vez. Até aparecerem as evidências científicas de adequado tratamento contra a Covid-19, o melhor a fazer é manter o isolamento social”, diz Angelo Augusto.
Baixe
Estudo de Jiong Wang e Martin Zand sobre a Covid-19 e métodos antivirais
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