BC revê queda do PIB em 2020 a 5% e estima alta de 3,9% para 2021 e ajusta projeção para estoque de crédito em 2020

Banco Central do Brasil (BCB) prevê redução do PIB Brasil.
Metalúrgica Durametal, durante fabricação de cubos de rodas. Banco Central do Brasil (BCB) prevê redução do PIB Brasil.

O Banco Central do Brasil (BCB) melhorou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 a uma retração de 5,0%, sobre queda de 6,4% calculada em junho, conforme Relatório Trimestral de Inflação publicado nesta quinta-feira (24/09/2020).

Ainda assim, a expectativa é um pouco pior que a estimativa oficial do Ministério da Economia, de um recuo de 4,7% para a atividade neste ano.

Para o ano que vem, o BC projetou uma alta de 3,9% para o PIB, mais otimista que o crescimento de 3,2% visto pelo Ministério da Economia.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em sua mínima histórica de 2% ao ano após nove cortes consecutivos. Desde então, a autoridade monetária vem reforçando em suas comunicações que o espaço para reduzir ainda mais os juros, se existente, deve ser pequeno — o que repetiu no relatório.

O BC também reiterou que, apesar de uma assimetria em seu balanço de riscos para a inflação para o lado altista, não pretende subir a Selic a menos que o quadro para o avanço de preços na economia ou o regime fiscal sejam modificados.

BC ajusta projeção para estoque de crédito em 2020 a +11,5%, ante +7,6%

O Banco Central previu um crescimento do crédito no país de 11,5% este ano, ante projeção de 7,6% feita em junho, conforme dados do seu Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira.

Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 7,8% em 2020, contra expectativa anterior de 5,8%. Para as empresas, a alta foi calculada em 16,5%, ante 10% no último relatório.

Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 12,5% (+10,6% antes). Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 10,1% (+3,5% antes).

Nas contas do BC, a expansão do estoque de crédito em 2021 será de 7,3%. Nesse caso, a autoridade monetária vê alta de 9,0% no crédito às pessoas físicas e de 5,1% no crédito às empresas. No próximo ano, o estoque de crédito com recursos livres deve ter expansão de 9,0%, ao passo que o saldo com recursos direcionados deve subir 4,7%, completou o BC.

*Com informações da Agência Reuters.


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