Com esquema de compras de votos de parlamentares e violação de princípio Constitucional, Fernando Henrique Cardoso (FHC, PSDB-SP) foi o primeiro presidente reeleito desde a redemocratização. Em artigo, ele afirmou que a aprovação do segundo mandato consecutivo, durante seu governo, foi “historicamente um erro”.
No artigo publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, FHC defendeu o fim da reeleição e um mandato de cinco anos para presidente da República.
“Cabe aqui um ‘mea culpa’. Permiti, e por fim aceitei, o instituto da reeleição. Verdade que, ainda no primeiro mandato, fiz um discurso no Itamaraty anunciando que ‘as trevas’ se aproximavam: pediríamos socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Não é desculpa. Sabia, e continuo pensando assim, que um mandato de quatro anos é pouco para ‘fazer algo’. Tinha em mente o que acontece nos Estados Unidos. Visto de hoje, entretanto, imaginar que os presidentes não farão o impossível para ganhar a reeleição é ingenuidade”, escreveu o ex-chefe do Executivo.
FHC também rebateu as denúncias de compra de votos de deputados a favor da reeleição.
“Eu procurei me conter. Apesar disso, fui acusado de ‘haver comprado’ votos favoráveis à tese da reeleição no Congresso. De pouco vale desmentir e dizer que a maioria da população e do Congresso era favorável à minha reeleição: temiam a vitória… do Lula. Devo reconhecer que historicamente foi um erro: se quatro anos são insuficientes e seis parecem ser muito tempo, em vez de pedir que no quarto ano o eleitorado dê um voto de tipo ‘plebiscitário’, seria preferível termos um mandato de cinco anos e ponto final”, sugeriu.
O ex-presidente finalizou o artigo reiterando sua posição contrária à reeleição: “Acabar com o instituto da reeleição e, quem sabe, propor uma forma mais ‘distritalizada’ de voto são mudanças a serem feitas. Esperemos…”.
*Com informações do Yahoo Notícias.
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