A Prefeitura de Feira de Santana contratou o serviço de uma cooperativa para “tomar o lugar” de 112 candidatos, aptos a exercer o cargo, que se encontram em cadastro reserva para a Guarda Municipal, acusa o vereador Roberto Tourinho (PSB). Ele levantou essa hipótese diante da presença, nas galerias da Câmara, de um grupo de aprovados do último concurso público do Poder Executivo, realizado em 2018. Aguardam ser chamados para nomeação.
Tourinho disse que 50 aprovados foram nomeados em 2020, mas os demais seguem na expectativa, depois de ter feito o curso de formação e até de sair dos seus empregos. “A Prefeitura, em vez de chamar os aprovados no curso de formação, que se encontram no cadastro reserva, preferiu contratar mediante prestação de serviço, via cooperativa, tomando o lugar dos que tem o direito por concurso. Isso é inaceitável”.
O vereador Zé Filé (PSD) externou a sua expectativa de que o prefeito Colbert Martins se “sensibilize” com a situação e promova a nomeação dos novos guardas para reforçar a segurança do patrimônio público.
ATIVACOOP pode ter ação semelhante em Feira, diz vereador sobre operação da PF em Jequié
“Essa Ativacoop (Cooperativa de Trabalho de Atividades Gerais da Bahia) está há muitos anos presente em Feira de Santana”, disse o vereador Roberto Tourinho (PSB) sobre a operação “Guilda de Papel”, deflagrada nesta terça (15) pela Polícia Federal, envolvendo a suposta cooperativa, terceirizadora de mão de obra, em denúncia de desvio de verbas públicas no município de Jequié.
A imprensa noticia que a Ativacoop atua para a Prefeitura de Feira e de janeiro a setembro deste ano recebeu pagamento da ordem de R$ 12,2 milhões. Em Jequié, o prefeito local está afastado do cargo por 60 dias, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para investigação sobre pagamento de “valores bastante superiores” por parte da Prefeitura, em relação ao que a cooperativa remunerava os prestadores de serviços temporários lotados no Município, entre outras suspeitas. Tourinho visualiza similitude entre esta operação e a Pithyocampa, que ocorreu em 2018 em Feira, quando 10 pessoas foram presas nesta cidade. “O modus operandi é o mesmo, a atividade ilícita é a mesma. Essas cooperativas que se instalaram aqui em Feira, desde o primeiro governo de José Ronaldo, são responsáveis por alimentar as atividades ilícitas e criminosas da política”.
Para o vereador a prática corrói o quadro de funcionários efetivos da Prefeitura. “Imagine um servidor do quadro permanente ganhando um salário mínimo por mês, enquanto um cooperado ganhando duas, três vezes mais que ele, sem cumprir o trabalho”.
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