“Uma declaração dessa natureza recai sobre toda a instituição”, disse nesta terça (06/10/2020) o vereador Roberto Tourinho (PSB), na Câmara, ao criticar o prefeito Colbert Martins Filho por ter revelado, na imprensa, que guardas municipais estão entre os servidores que teriam recebido indevidamente o auxílio emergencial, benefício do Governo Federal destinado aos brasileiros que se encontram sem renda alguma, durante a pandemia de coronavírus.
Para o vereador, que é também advogado, o prefeito deveria manter sob reserva a informação, atribuída ao Tribunal de Contas dos Municípios, enquanto o fato não tenha as provas necessárias, pois há notícias de que indivíduos estão cometendo fraude com o socorro financeiro da União usando nome e documento de outras pessoas. Defende que os fatos sejam apurados, antes de se atribuir responsabilidade a um determinado segmento do funcionalismo. “Os guardas municipais têm família, pais, filhos, esposo ou esposa. Todos se tornam chacota na cidade (em razão da declaração do prefeito)”, disse Tourinho.
O vereador do Partido Socialista Brasileiro também manifestou sua solidariedade aos guardas municipais que, nos últimos dias, “têm sofrido com o descaso do Governo, trabalhando com coletes vencidos, falta de viaturas e o ‘aumento’ de apenas R$ 1 no vale refeição”. Tourinho lembra que a instituição tem mais de 100 anos de existência e conta com 194 integrantes. “Não sei o que (a Guarda) fez para que o prefeito destile tanto ódio a estes servidores”, disse ele.
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