Depois do militar com psicopatia, animador de auditório quer ser candidato a presidente da República

Após ter se reunido com o ex-ministro Sergio Moro para falar sobre a eleição de 2022, o animador de programa de auditório de TV Luciano Huck conversou com empresários e afirmou estar pronto para disputar a Presidência e enfrentar Jair Bolsonaro (sem partido), caso ele tente a reeleição.

Segundo a revista Veja, o encontro ocorreu na noite de quarta-feira (11/11/2020), na casa de João Carlos Camargo, proprietário da rádio Alpha FM, em São Paulo. Era uma reunião marcada a pedido de Claudio Lottenberg, o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein, e que reuniria oito empresários.

No total, 23 convidados participaram da sabatina, que durou três horas. Entre eles, apoiadores de Bolsonaro em 2018, como Flávio Rocha (Riachuelo) e Washington Cinel (Gocil), além de representantes de instituições do mercado financeiro, como a XP Investimentos e o BTG Pactual. Também estiveram no encontro os advogados Arnoldo Wald Filho e Heleno Torres, o líder do movimento político RenovaBR, Eduardo Mufarrej, e o economista Daniel Goldberg, gestor da Farallon.

Dono da rede Habib’s, Antônio Alberto Saraiva, questionou Huck: “E agora, Luciano? Vai ou não vai?”. O global respondeu: “Da outra vez, achava que não estava pronto. Agora, eu estou. Mas a decisão não está tomada”.

Flávio Rocha o indagou sobre o conservadorismo nos costumes, bandeira de Bolsonaro. “Não sou conservador culturalmente e não vou mentir sobre isso”, respondeu Huck, que disse que os presentes teriam de aprender a conviver com essa diferença e que “não adianta nada dizer que é conservador e trocar o ministro da Educação toda hora”.

De acordo com a reportagem, Huck disse que via a oportunidade de construir um projeto político para o país como um “chamado geracional”, já que “ninguém da minha geração deu a cara para bater e para deixar um país melhor para os seus filhos”. Ele afirmou que desde 2018 está estudando o Brasil e que hoje tem a capacidade de “agregar gente e talento” para “tirar o país do lamaçal”.

O apresentador acredita que a polarização entre Bolsonaro e Lula precisa ser superada: “Esse não é um projeto personalista. Não me preocupo com o que falarão de mim. Se você é honesto, técnico e faz oposição ao Bolsonaro, então estou disposto a conversar com você”.

Ao ser questionado sobre quais políticos poderiam fazer parte do seu projeto, Huck citou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e o ex-juiz Sergio Moro, que deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública em abril acusando Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

De psicopatas à animadores

O Brasil atravessa esse momento político deprimente, onde psicopatas estão no poder, fascistas celebram a morte de parte da população atingida pela Covid-19 e animadores de TV, associados com golpistas tentam manter o extremismo de direita no comando da Nação. Neste contexto, contam com o apoio de uma das elites mais violentas do mundo.

*Com informações do Yahoo Notícias.


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