Mundo teve a década mais quente da história entre 2011 e 2020, diz OMM

2020 deve encerrar a década mais quente da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial. O calor excepcional deve-se ao fenômeno La Niña, que impactou os padrões de temperatura em várias partes do mundo.

Segundo as previsões, o pico pode ocorrer este ano ou em janeiro seguindo até o início de 2021.

Banco de dados

Desde 2016 não se via temperaturas tão altas. A OMM acredita que 2020 será um dos três anos mais quentes da história a partir do início dos registros.

O chefe da OMM, Petteri Taalas lembra que a forte onda de calor coincide com o fenômeno El Niño, como foi o caso em 2016.

Este ano, o La Niña, que tem um efeito de resfriar um pouco a temperatura global, se comportou diferente e não foi suficiente para conter o calor em 2020.

Os cálculos finais dos níveis de temperatura este ano, e que têm por base cinco bancos de dados, devem ser compilados num relatório a ser divulgado em março do próximo ano.

Um estudo preliminar sobre o Estado do Clima, publicado em 2 de dezembro, indica que 2020 segue sendo o ano mais quente até o momento, ficando atrás de 2016 e na frente de 2019. Os dados são de janeiro a outubro.

A OMM afirma que o calor continuou pelo mês de novembro, com base nos relatórios do Serviço de Mudança Climática da União Europeia Corpernicus, da Agência de Meteorologia do Japão e da Agência Espacial American, Nasa. A diferença entre os três anos mais quentes do ano pode variar com a chegada de novos dados para o ano inteiro.

Desde a década de 80, a temperatura vem aquecendo a cada período de 10 anos. E a tendência é de níveis recordes de calor para os próximos anos. Uma das consequências é o efeito estufa. A média global de temperatura é de 1.2 °C acima do nível pré-industrial (1850-1900). Mas existe uma probabilidade de 1 em 5 desta média passar de 1.5 °C até 2024. Todos os seis anos mais quentes da história ocorrem a partir de 2015.

*Com informações da ONU News.


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