O Brasil acumula 205,9 mil mortos e 8,25 milhões de infectados pela Covid-19 e 9 capitais iniciaram 2021 com mais de 80% de UTIs ocupadas.
A cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, registra, dede o início da pandemia do coronavírus tipo SARS-CoV-2, 3007 mortes pela Covid-19, informou a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVSAM).
Nas últimas 48 horas, 28 manauense hospitalizados morreram por asfixia, em decorrência do fim do suprimento de oxigênio hospitalar.
Nos últimos 45 dias, o Governo Colbert Martins emitiu alertas, à população feirense, de aumento de casos da Covid-19 e informou que a estrutura da saúde, pública e privada de Feira de Santana, estava no limite.
É neste contexto que empresários pedem, em Carta Aberta emitida nesta quinta-feira (14/01/2021), que a administração municipal de Feira de Santana flexibilize as regras de funcionamento para hotéis, restaurantes, bares e similares.
É dever do Jornal Grande Bahia (JGB) informar à população que o trágico quadro de mortes observado em Manaus não se repete em Feira de Santana porque parte da comunidade aderiu às recomendações de uso de máscara antiviral e de distanciamento social, ao passo que a Prefeitura emitiu decretos de restrição de atividades e promoveu fiscalização sobre o cumprimento das normas.
Somado aos esforços do governo municipal, o Governo Rui Costa tem emitido decretos de restrição de atividade, veiculado campanhas de conscientização e promovido a distribuição de máscara antiviral e álcool gel, além de manter uma rede hospitalar dedicada ao tratamento de enfermos da doença, cuja principal característica é alta infecciosidade.
Confira ‘Carta Aberta: Entidades dos setores produtivos apoiam SindFeira sobre fechamento de bares e restaurantes’
As entidades representativas dos setores produtivos de Feira de Santana, em apoio ao Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Feira de Santana – SindFeira de Santana, que representa todo o setor produtivo dos restaurantes e bares de nossa cidade, colocam pontos para reflexão, ao tempo que solicita ao Poder Público Municipal reconsideração sobre o último decreto de nº 11.987 de 11 de janeiro de 2021.
Tendo em vista o cenário pandêmico ocasionado pela COVID -19 e seus reflexos nos setores econômico e social, este decreto determina o fechamento dos estabelecimentos às 21h e limita o número de pessoas a quatro por mesa, entre outras medidas sanitárias.
Após a paralisação total das atividades do setor, foi liberado seu funcionamento no dia 04/08/2020 e o segundo pico da doença só ocorreu no dia 10/12/20, quatro meses após a volta das atividades, demonstrando que o setor não é o responsável direto pelo aumento do número de infectados.
A restrição de funcionamento do setor após as 21h inviabiliza esses estabelecimentos, pois como trata-se de preparo de refeições (jantar ou petiscos), os últimos pedidos para a cozinha devem ser feitos até no máximo às 20h, para que dê tempo ao preparo da refeição, entrega na mesa, consumo pelo cliente e efetivo fechamento da conta, ou seja, os ÚLTIMOS clientes da noite têm que fazerem seus pedidos até às 20h. Muitos estabelecimentos estão optando por fecharem à noite, pois os custos superam as possíveis receitas.
Após cinco meses completamente fechados e agora com a restrição do horário de funcionamento, o setor que emprega milhares de pessoas, encontra-se profundamente ameaçado, já inclusive gerando novas demissões.
Desta forma, solicitamos ao Poder Público Municipal, que vem atuando com a responsabilidade que lhe cabe no controle da pandemia, que possa reconsiderar dois pontos importantes no atual decreto, fazendo de imediato as seguintes alterações:
- Ampliar o horário de funcionamento até as 23h.
- Aumentar do número de pessoas por mesa para seis, tendo em vista que famílias têm desistido de ir ao restaurante pela limitação de apenas quatro pessoas.
O SindFeira de Santana sempre esteve (e estará) junto à PMFS, seja participando de Conselhos importantes à administração pública ou opinando nas decisões importantes para os rumos de nossa cidade. Acreditamos que estas duas flexibilizações não trarão maior impacto no combate ao Coronavírus e pode salvar importante setor, gerador de empregos, renda e impostos para o município. Acreditamos na capacidade de análise do Governo Municipal e aguardamos posição urgente sobre nosso pedido.
Atenciosamente,
Marcelo Alexandrino Souza
ACEFS – Associação Comercial e empresarial de Feira de Santana
Augusto Fábio Soares
CIFS – Centro das Indústrias de Feira de Santana
Marcos Regis
SIMAGRAN – Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos e Similares da Bahia
Luis Mercês
CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de feira de Santana
José Carlos Morais Lima
SICOMFS – Sindicato do Comércio de Feira de Santana
Getúlio Andrade
SINDFeira de Santana – Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Feira de Santana
João Baptista Ferreira
SIPACEB – Sindicato da Indústria de panificação e Confeitaria do Estado da Bahia
Edison Virgílio Nogueira Correia
SINDVEST – Sindicato de das Indústrias de Vestuário de Feira de Santana
Luis Fernando Kunrath
SIMMEFS – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de Feira de Santana
Luís Neto
SINDPLASF – Sindicato das Indústrias de Artefatos de Plástico
Antonio Sobrinho
SINDTTURHFS – SINDICATO DOS TRABAHADORES EM TURISMO E HOSPITALIDADE DE FEIRA DE SANTANA
Feira de Santana, 14 de janeiro de 2021.
Leia +
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




